Escola de Fotógrafos PopularesEscola de Fotógrafos Populares

16 de junho de 2011

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Cursos

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Fundado pelo fotógrafo documentarista João Roberto Ripper, o projeto Imagens do Povo iniciou suas atividades em maio de 2004. Com aulas diárias da Escola de Fotógrafos Populares, durante quatro meses, a primeira edição totalizou 320 horas/aula voltadas para a formação em documentação fotográfica, edição, digitalização e arquivamento digital. Os alunos formados nesta primeira turma (22 pessoas, entre 18 e 40 anos) eram residentes de comunidades populares nas proximidades da Maré, onde possuíam vínculo com diferentes instituições locais (ONGs, cursos pré-vestibulares e outras). Então coordenado pelos fotógrafos Ricardo Funari e João Roberto Ripper, o projeto contou com o apoio de FURNAS Centrais Elétricas e muitos alunos já começaram a realizar registros fotográficos remunerados.

No início de 2006, a Escola de Fotógrafos Populares ampliou seus horizontes graças ao apoio do UNICEF, que permitiu a aquisição de câmeras digitais profissionais, filmes e computadores equipados para o tratamento de imagem. Desde então, o curso teve sua carga horária ampliada para 540 horas e passou a ser freqüentado por fotógrafos de outras comunidades populares do Rio de Janeiro, Niterói e Baixada Fluminense, além de estudantes universitários de outras áreas da cidade, totalizando 22 alunos. Por intermédio do professor Dante Gastaldoni, a proposta da Escola foi acolhida pela Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal Fluminense, que forneceu certificados aos formandos de 2006, 2007 e 2009. Com 10 meses de duração, o curso passou a ser estruturado em três módulos de 180 horas/aula cada: Linguagem Fotográfica, Informática Aplicada à Fotografia e Fotojornalismo. O suporte pedagógico ficou a cargo de Dante Gastaldoni, que se revezou com JR Ripper nas aulas expositivas e práticas, auxiliados por três professores permanentes e por um grupo de palestrantes convidados, selecionados em um universo de conceituados fotógrafos, técnicos e pesquisadores.

Com patrocínio do UNESCO / Programa Criança Esperança, em 2007, a Escola formou sua segunda turma, também de 22 alunos, em abril de 2008. Em março de 2008, a Escola de Fotógrafos Populares conquistou o Prêmio Faz Diferença, promovido pelo jornal O Globo, após realização de amplo ensaio fotográfico sobre diversão em favelas cariocas, que rendeu a matéria “A favela se diverte”, publicada na capa da Revista Domingo do jornal carioca.

Em 2009, o Programa conquistou o apoio do Fundo Itaú de Excelência Social, que permitiu a continuidade da Escola de Fotógrafos, e o conteúdo programático do projeto passou a incorporar o aprendizado de novas tecnologias no campo da fotografia digital, além da introdução aos direitos humanos e o estudo de temáticas como análise crítica da mídia e teoria das representações sociais. Neste ano, 35 alunos se formaram pela Escola de Fotógrafos Populares. As fotografias produzidas para os trabalhos de conclusão de curso deram origem à primeira exposição apresentada pela Galeria 535: a mostra “Caçadores de Sonhos”, inaugurada em janeiro de 2010.

Em 2012 iniciamos mais uma turma da Escola de Fotógrafos Populares. Desta vez, o projeto recebeu o apoio financeiro do Ministério da Justiça, através do Pronasci ( Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania), direcionado à Secretaria Especial de Desenvolvimento Econômico Solidário, da Prefeitura do Município do Rio de Janeiro, que se configurou como uma ação de política pública inédita direcionada a esse tipo de projeto. Para esta edição, a EFP conta com a parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

[nggallery id=4]Founded by the documentary photographer João Roberto Ripper, the Imagens do Povo project began activities in May 2004. With daily classes at the Escola de Fotógrafos Populares (School of Popular Photographers) lasting over four months, the first edition totalled 320 hours/classes aimed at development in photographic documentation, editing, digitalisation and digital filing. The students who graduated from this first group (22 people, aged between 18 and 40) were residents of working class communities surrounding Maré, where there were links to different local institutions (NGOs, pre-university courses and others). Coordinated by photographers Ricardo Funari and João Roberto Ripper, the project counted on the support of FURNAS Centrais Elétricas and many students began to carry out paid photographic work.

At the beginning of 2006, the Escola de Fotógrafos Populares broadened its horizons thanks to the support of UNICEF, which allowed the acquisition of professional digital cameras, films and computers equipped for the editing of images. From there, the course increased its workload to 540 hours and began to be frequented by photographers from other working class communities of Rio de Janeiro, Niterói and the Baixada Fluminense area, as well as university students from other areas of the city, totalling 22 people. Through teacher Dante Gastaldoni, the School’s proposal was welcomed by the Dean of Extension of the Fluminense Federal University (UFF), which provided certificates to graduates of the 2006, 2007 and 2009 courses. At ten months in length, the course began to be structured in three modules, each of 180 hours/classes: Photographic Language, Informatics Applied to Photography and Photojournalism. Pedagogic support was the responsibility of Dante Gastaldoni, who alternated with JR Ripper in the theory and practical classes, backed up by three permanent teachers and a group of guest speakers who were selected from a universe of renowned photographers, technicians and researchers.

With sponsorship in 2007 from UNESCO / Programa Criança Esperança, in April 2008 the school began its second term, also consisting of 22 students. In March 2008, the Escola de Fotógrafos Populares won the Faz Diferença Award, organised by the newspaper O Globo, after carrying out an extensive photographic essay about fun and enjoyment in the favelas of Rio, which resulted in the material “A favela se diverte” (The favela has fun), that was published on the front cover of the Rio newspaper’s Sunday magazine.

In 2009 the programme won support from Fundo Itaú de Excelência Social, which enabled the Escola de Fotógrafos to continue, and the project’s programme content began to incorporate the learning of new technologies in the field of digital photography, as well as the introduction to human rights and the study of themes such as critical analysis of the media and theory of social representations. In that year, 35 students graduated from the Escola de Fotógrafos Populares. The photos produced by the work that concluded the course gave rise to the first exhibition presented by Galeria 535: “Caçadores de Sonhos” (Dream Hunters) that was inaugurated in January 2010.

In 2012 we began yet another term of the Escola de Fotógrafos Populares. This time, the project received financial support from the Ministry of Justice, through Pronasci (the National Programme of Public Security with Citizenship), directed Special Secretariat for Economic Development Outreach, of the Municipality of Rio de Janeiro City Hall, which was designed as an action of unprecedented public policy directed at this type of project. For this edition, EFP counted on a partnership with the Federal University of Rio de Janeiro (UFRJ).

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