ESCOLA DE FOTÓGRAFOS POPULARES

 

 

Desde a sua formação em 2004, o curso da Escola de Fotógrafos Populares passou por alguns aperfeiçoamentos e em 2009 foi incluído no conteúdo programático o aprendizado de novas tecnologias no campo da fotografia digital, além de introdução aos direitos humanos e o estudo de temáticas como a análise crítica da mídia e teoria das representações sociais. Portanto, o programa de aulas oferece acesso a discussões temáticas que abrangem desde a questão da construção do olhar e do uso da linguagem fotográfica como forma de percepção e expressão ideológica de conceitos até a análise de trabalhos que fundaram as noções de foto documental e fotojornalismo e como a dimensão ética se impõe sobre a produção fotográfica contemporânea. 

 

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CONTEÚDO PROGRAMÁTICO - 2009

 

MÓDULO 1: LINGUAGEM FOTOGRÁFICA

UNIDADE I (professor Dante Gastaldoni)

BREVE HISTÓRICO DA FOTOGRAFIA

1. Alhazen e o princípio da câmara escura.

2. O pioneirismo de Nièpce e Talbot.

3. O impacto da descoberta atribuída a Daguerre.

4. George Eastman lança a câmera portátil: a fotografia vai para as ruas.

5. Muybridge e Edgerton ampliam os estudos sobre o movimento.

6. O “fotoseccionismo” de Alfred Stieglitz garante à fotografia o status de arte.

7. Um salto no tempo: Akio Morita introduz a imagem digital.

8. Walter Benjamin analisa a fotografia no âmbito da cultura de massas.

 

UNIDADE II (professores Dhani Borges e Fábio Caffé)

“ANATOMIA” DA CÂMERA FOTOGRÁFICA

1. Câmeras fixas e intercambiáveis.

2. O sistema paralaxe e o sistema reflex.

3. Nomenclatura técnica básica.

4. Cuidados no manuseio e na preservação da máquina fotográfica.

5. Posicionamento da câmera: ângulos clássicos e inusitados.

6. Noções básicas de composição e enquadramento.

 

UNIDADE III (professores Dhani Borges e Fábio Caffé)

SISTEMAS DE CONTROLE EM UMA CÂMERA FOTOGRÁFICA

1. Os sistemas de focalização.

2. A fotometragem: luz incidente, luz refletida e luz de flash.

3. A pós-fotometragem das câmeras digitais: leitura básica do histograma.

4. O diafragma e a profundidade de campo.

5. O obturador e a nitidez do movimento.

6. O conceito de “panning”.

7. A linguagem da luz enquanto técnica narrativa.

 

UNIDADE IV (professores Dhani Borges, Fábio Caffé e Ripper)

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS E ESTÉTICAS DAS OBJETIVAS

1. A objetiva normal.

2. A teleobjetiva.

3. A grande angular.

4. A zoom.

5. A macro.

6. A manipulação ideológica da imagem através do uso das objetivas.

7. A imagem digital e a diluição dos parâmetros de definição da imagem

(megapixels) e distância focal.

8. O sensor Full Frame traz de volta os parâmetros da película.

 

UNIDADE V (professores Dhani Borges e Fábio Caffé)

SOBRE GRÃOS E PIXELS

1. A constituição do filme em preto-e-branco.

2. Surge o filme colorido em duas versões: negativo e diapositivo.

3. Os diversos formatos de filmes: qualidade versus agilidade.

4. Latitude, contraste, granulação de imagem e definição de traço.

5. Sensibilidade e grão nas câmeras de película.

6. Sensibilidade e ruído nas câmeras digitais.

7. O Sistema Zonal de Ansel Adams para os filmes em preto-e-branco e sua

analogia com a identificação de tons no histograma das câmeras digitais.

8. Alcance dinâmico e uso apropriado do histograma para conseguir o máximo de informação e tons na imagem digital.

 

UNIDADE VI (professor Dhani Borges)

LUZ NATURAL, LUZ ARTIFICIAL E FLASH ELETRÔNICO

1. Luz natural e luz artificial.

2. Características da luz: distância, natureza e intensidade.

3. Tipos mais frequentes de luz que incidem na composição da cena: luz direta, luz indireta, luz difusa, luz concentrada, luz rebatida, luz frontal, luz lateral, contraluz, luz composta.

4. “Temperatura de Cor” e “Balanço de Branco”.

5. Luz contínua e flash eletrônico.

6. Flash TTL básico: flash noturno, flash de preenchimento.

7. Flash TTL intermediário: cobertura de eventos.

8. Flash TTL avançado: flash rebatido e outras possibilidades de iluminação.

9. Flash criativo e utilização de filtros.

10. Uso simultâneo de flashes: o emprego de fotocélula e rádio-flash.

11. Noções básicas de luz no estúdio fotográfico.

 

UNIDADE VII (Núcleo de Direitos Humanos do Observatório de Favelas)

DIREITOS HUMANOS, CIDADANIA E DIREITO À CIDADE

1. Breve histórico dos conceitos de Direitos Humanos e Cidadania.

1.1 Estado de Direito – marcos conceituais, história, atualidade.

1.2 Direitos Humanos como produto histórico dos movimentos sociais.

1.3 Conceito de Cidadania: o indivíduo como sujeito de direitos e deveres;

espaços e formas de controle e participação social.

1.4 O papel da sociedade civil organizada.

2. Favela e Cidadania

2.1 Representações sociais sobre os espaços populares.

2.2 O processo de estigmatização e marginalização dos moradores das

favelas e demais espaços populares.

2.3 Direitos Humanos, Território e Políticas Públicas.

2.4 Direito à Cidade.

3. A violência letal entre adolescentes e jovens brasileiros

3.1 Principais aspectos da letalidade de adolescentes e jovens no país.

3.2 Apresentação do Programa de Redução da Violência Letal.

3.3 Exibição e debate do filme Até quando, produzido pelo Observatório de

Favelas, focalizando a política de segurança pública e as características da

violência urbana, com ênfase na alta letalidade de adolescentes e jovens,

aqui relacionada ao processo de estigmatização e marginalização dos

moradores das favelas e demais espaços populares.

 

UNIDADE VIII (professor João Roberto Ripper)

A NARRATIVA FOTOGRÁFICA NA ÓTICA DOS DIREITOS HUMANOS

1. Direito à Comunicação, uma reivindicação de 60 anos (Artigo 19, Declaração

Universal dos Direitos Humanos, 1949).

2. Direito de Imagem e Direitos Autorais.

3. A fotografia como instrumento de transformação social.

4. A imagem da cidade e a favela: definição dos temas de cada aluno/autor.

5. Exercícios de “fotografia simulada”, a partir da especificidade de cada tema.

 

MÓDULO 2: INFORMÁTICA APLICADA À FOTOGRAFIA

UNIDADE I

PHOTOSHOP – NÍVEL BÁSICO (professora Évlen Bispo)

1. A natureza das imagens em formato bitmap: pixels, resolução, interpolação.

2. Formatos de arquivos de imagem: jpeg, bmp, gif, tiff, raw, psd.

3. O “ambiente” Photoshop como metáfora de um laboratório fotográfico e/ou ateliê do artista: paletas; molduras; ferramentas de pintura; utilização de filtros; cortes na imagem; interferência na imagem; retoques na imagem; ajuste da imagem através de brilho, contraste e saturação.

Objetivo pretendido:

Ao final das 05 aulas que compõem o nível Básico, o aluno terá condições de utilizar o Photoshop para criar molduras em imagens; cortar e/ou ajustar imagens; altear e/ou corrigir cores; eliminar sujeira e arranhões em originais escaneados; alterar luz e sombra; transformar imagens coloridas em preto-e-branco; interferir pixel a pixel tanto em áreas selecionadas quanto em toda a extensão da tela de pintura. Além disso, deverá estará familiarizado com o processo de trabalho e a interface do programa.

 

UNIDADE II

PHOTOSHOP – NÍVEL INTERMEDIÁRIO (professora Évlen Bispo)

1. Teoria da cor e tratamento da cor na imagem:

1.1 Sínteses de cores luz (RGB) e pigmento (CMYK);

1.2 O preto-e-branco nas duas sínteses;

1.3 Propriedades das cores: Matiz, Saturação e Luminosidade;

1.4 Fidelidade das cores no processo digital e na saída em papel.

2. Profundidade da cor e bits de informação: relação entre a variação das cores e o peso – em bytes – dos arquivos de imagem.

3. Recursos e operações do programa:

3.1 Seletor de Cores : como obter novas cores a partir das cores primárias;

3.2 Tratamento de cor com Matiz e Saturação;

3.3 Tratamento de cor com Balanço de Cores e Níveis;

3.4 Tratamento de cor com Curvas;

3.5 Tratamento de cor com Sombra e Realce, Substituir Cores, Corresponder

Cores;

3.6 A utilização dos comandos automáticos na definição dos padrões de

luminosidade, tons médios e sombras (nas janelas Curvas e Níveis);

3.7 A transformação de imagens coloridas para preto-e-branco: Mapa de

Gradiente, Black & White.

4. Sobreposição de Camadas: fusão e colagem de imagens, texto, efeitos:

4.1 Princípios básicos que regem a utilização das Camadas: organização do

trabalho artístico, preservação dos pixels originais, personalização de efeitos;

4.2 Recursos e operações do programa: sobreposição de Camadas;

transformações em Camadas (redimensionar, girar, distorcer etc.); paleta de

Camadas (empilhamento, ordem, exclusão, modos de mistura e transparência);

ferramenta Borracha; Camadas de texto; alinhamento de Camadas; mesclagem de Camadas; formatos de arquivo bitmap que preservam as Camadas.

5. Organização e alteração da quantidade total de pixels na imagem: resolução,

interpolação, tamanho da imagem, tamanho da tela de pintura.

Objetivo pretendido:

Ao final das 08 aulas que integram o nível Intermediário, o aluno poderá tratar a cor em áreas selecionadas ou em toda a extensão da imagem; colocar texto e criar fusão e colagens de imagens. Saberá, ainda, estabelecer a relação entre a quantidade total de pixels na imagem, o tamanho desejado de saída (web ou

impressão) e a qualidade ou definição final desejada.

 

UNIDADE III

PHOTOSHOP – NÍVEL AVANÇADO (professora Évlen Bispo)

1. Tratamento não destrutivo da imagem:

1.1 Camadas de Ajuste;

1.2 Tratamento de cores com modos de mesclagem de Camadas;

1.3 Máscaras de Camadas;

1.4 Retoque em Camadas separadas;

1.5 Objetos inteligentes;

1.6 Máscaras de Vetor;

1.7 Colocar em Recipiente.

2. Automatização e agilização do trabalho:

2.1 Criação de Ações;

2.2 Processamento em Lote;

2.3 Comandos Trim, Folha de Contatos, Cortar e Endireitar Fotos;

2.4 Agrupamento e vinculação de Camadas.

3. “Truques” do Photoshop:

3.1 Seleção com Caneta;

3.2 P&B com separação dos canais de cores;

3.3 Redução de ruído no modo LAB;

3.4 Redução de ruído com

desfoque e Atenuar;

3.5 Filtro De-Interlace;

3.6 Filtro Extract;

3.7 Filtro Vanishing Point;

3.8 Efeitos com o comando Limiar;

3.9 Criação e instalação de padrões e pincéis.

4. Photoshop “Expert”:

4.1 Photomerge;

4.2 Formatos de arquivo DNG, PNG (32 bits);

4.3 Processador de imagens (automatização);

4.4 Mesclagem para HDR.

Objetivo pretendido:

Ao final das 08 aulas previstas para o nível Avançado, o aluno terá desenvoltura e agilidade na utilização dos recursos de tratamento de cores, retoque, limpeza e fusão de imagens, além de poder aplicar automatização de tarefas e algumas técnicas avançadas na edição de imagens bitmap.

 

UNIDADE IV

PHOTOSHOP – NÍVEL SUPERIOR (professora Évlen Bispo)

1. Tratamento de imagens produzidas por câmeras digitais e restauração de cópias ou negativos digitalizados.

Objetivo pretendido:

Ao término do nível Superior, o aluno estará capacitado a tratar imagens digitais e a restaurar imagens escaneadas. Sua participação no curso será avaliada pelo tratamento das imagens que comporão seu projeto final e pelo tratamento de pelo menos 20 imagens escaneadas (entre negativos e ampliações) a serem incorporadas ao Banco de Imagens da Agência-Escola Imagens do Povo.

 

UNIDADE V

O FORMATO “RAW” (professor Dhani Borges)

1. O “Negativo Digital” gerado pelo arquivo “Raw”: preservação das características da imagem por ocasião da captura.

2. Considerações sobre tratamento localizado e tratamento universal na imagem.

3. Revisitando o “Histograma” no ambiente Camera Raw.

4. Características e possibilidades da janela “Básico”.

5. Características e possibilidades da janela “Curvas”.

6. Características e possibilidades da janela “HSL”.

7. Conversão para preto-e-branco.

8. Camera Raw “Creative”: “Vinhetas” e “Split Toning”.

9: Operações em lote: “Presets” e “Sincronização”.

Objetivo pretendido:

Ao término da Unidade V os alunos estarão capacitados a usufruir das vantagens de uma fotografia produzida no formato “Raw” (“cru”, em português). Isto porque o arquivo “Raw” gera uma imagem em sua forma “bruta”, sem processamento, compressão e interpolação, permitindo ao usuário do plugin Camera Raw o posterior controle da luz na fotografia, através da utilização do “Bridge” ou de programas similares. Além disso, tais arquivos geram imagens de maior definição, o que possibilita a obtenção de ampliações em formato maior.

Observação:

A Unidade V será oferecida simultaneamente com a Unidade III (Photoshop

Avançado), do módulo Informática Aplicada à Fotografia.

 

MÓDULO 3: FOTOGRAFIA DOCUMENTAL E OLHAR AUTORAL

UNIDADE I (professor Dante Gastaldoni)

BREVE HISTÓRIA DO FOTOJORNALISMO

1. As fotos “limpas” de Roger Fenton na Criméia (1855) escondem os conflitos e introduzem a censura na reportagem fotográfica.

2. As fotos de Mathew Brady mostram os horrores da Guerra de Secessão (1865) e projetam as dificuldades do fotojornalismo “independente”. Com Brady, nasce o marketing político, a partir do retrato de Abraham Lincoln utilizado na campanha presidencial norte-americana.

3. A fotografia de cunho social chega aos jornais no início do século XX com Jacob Riis e Lewis Hine.

4. Erich Salomon traz o flagrante fotográfico para a imprensa alemã na década de 1920. Considerações sobre a fotografia com “candid camera” (câmera oculta), que celebrizou Walker Evans e que mais tarde vitimaria Tim Lopes.

5. A fotografia documental da Farm Security Administration: Roy Striker, Walker

Evans e Dorothea Lange.

6. A popularização da reportagem fotográfica com a revista Life (1936): Robert Capa e Eugene Smith.

7. O fotojornalismo autoral preconizado pela agência Magnum (1947).

8. A imagem digital chega aos jornais na Olimpíada de Los Angeles (1984).

 

UNIDADE II (professor Dante Gastaldoni)

A IMPLANTAÇÃO DO FOTOJORNALISMO NO BRASIL

1. Jean Manzon e a importância da revista O Cruzeiro na década de 50.

2. José Medeiros adota a fotografia de 35 mm (Leica).

3. A Última Hora de Samuel Wainer.

4. Jânio de Freitas introduz a expressão “fotojornalismo” no Jornal do Brasil.

5. O Prêmio Esso “reconhece” a fotografia em 1961.

6. As agências de fotógrafos no Brasil: os exemplos da Ágil, F-4 e Imagens da Terra, entre outros.

7. O crescimento da postura corporativa na década de 1980 e o papel da ARFOC.

8. A mudança no perfil do repórter fotográfico.

 

UNIDADE III

FOTOGRAFIA EDITORIAL E CRIAÇÃO ARTÍSTICA (professores Dhani Borges, Fábio Caffé, Kita Pedroza e Ripper)

1. Cartier-Bresson e o “momento decisivo”.

2. A fotografia engajada e o projeto político-pedagógico de Sebastião Salgado.

3. Oliviero Toscani e a “subversão” da foto publicitária.

4. Fotojornalismo versus “fotografia editorial” na acepção de Fred Ritchen.

5. Uma análise dos principais fotógrafos brasileiros, acompanhada pela projeção comentada de seus trabalhos.

         5.1 – A fotografia de Pedro Martinelli e Paula Sampaio / por Ripper

6. A imagem digital e a discussão ética que se impõe, a partir da manipulação

incontrolada: o caso exemplar protagonizado pela National Geographic.

7. A apropriação artística da tecnologia por fotógrafos como Rosângela Rennó e Vick Muniz, entre outros.

 

UNIDADE IV (professores Dhani Borges, Fábio Caffé, Kita Pedroza e Ripper)

A EDIÇÃO FOTOGRÁFICA

1. Distinções técnicas e estéticas entre a foto em preto-e-branco e a foto colorida.

2. A valorização da fotografia pela diagramação.

3. Legenda e texto-legenda.

4. A edição enquanto técnica narrativa.

5. As variações da edição em função do produto final.

6. Edição comentada das fotografias produzidas pelos alunos em seus projetos

fotográficos individuais;

7. Produção de um audiovisual com a documentação fotográfica coletiva.

8. Alimentação do Banco de Imagens da Agência-Escola com o melhor de cada

produção individual, respectivamente “tratada” e “indexada”.

 

ATIVIDADES COMPLEMENTARES

Serão relacionadas a seguir algumas atividades complementares, apresentadas em formato de workshops e oferecidas por professores convidados, cuja especificidade não recomenda a sua inserção em nenhum dos módulos anteriores. A rigor, essas atividades complementares perpassam dois ou mesmo os três módulos do conteúdo programático.

 

OBSERVAÇÃO: O programa do curso prevê o oferecimento de outras atividades complementares, além daquelas que já se encontram aqui relacionadas, as quais serão programadas e agendadas, a partir das necessidades do curso e da disponibilidade dos professores convidados.

 

ANÁLISE CRÍTICA E NOVAS MÍDIAS

(professor Ricardo Funari)

1. Discutir o modo como a grande imprensa se apropria da imagem fotográfica para impor e reforçar seus valores e (pré)conceitos.

2. Destacar a utilização da fotografia em novas mídias e novos campos de trabalho, tais como blogs, fotologs, sites, hotsites, projetos on-line, produções multimídia, livros de pequenas tiragens, slideshows, exposições fotográficas alternativas, projetos autorais em parceria com o terceiro setor, prestação de serviços na documentação fotográfica de projetos desenvolvidos por ONGs etc;

3. Sobre o desenvolvimento de temas fotográficos:

3.1 Análise de temas bastante fotografados em diversas áreas, como, por exemplo, o Cristo Redentor no setor de Turismo, o MST na questão agrária, as crianças de rua na área de Direitos Humanos etc;

3.2 Avaliar como esses temas vem sendo fotografados por profissionais dos mais diversos estilos e origens;

3.3 Reforçar a importância de um bom planejamento, da rede de contatos, de uma atitude profissional, da conduta ética e do domínio técnico necessário para a obtenção de resultados expressivos.

 

4. Sobre a dinâmica dos Bancos de Imagens:

4.1 Como opera o universo da produção de imagens para um site;

4.2 Como indexar as fotos;

4.3 A importância das palavras-chave;

4.4 Questões legais, contratos e tabelas de preços;

4.5 Como vender suas fotos de arquivo diretamente aos clientes;

4.6 Avaliação dos principais bancos e portais disponíveis via Internet;

5. Fluxo de trabalho: o emprego dos softwares Bridge e Portfolio, visando o

arquivamento e a veiculação de fotografias em bancos de imagens.

 

A PRODUÇÃO DO OLHAR - TEORIA DAS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS

(apresentação: Núcleo de Psicologia da UFRJ)

 

1. A Imagem como produto e processo psicossocial.

2. Saber do cotidiano e a hierarquia dos conhecimentos.

3. Diversidades de olhares e a importância dos contextos.

4. A imagem e a sua relação com a identidade.

5. A fotografia como construção seletiva.

6. O fotógrafo na produção, manutenção e mudança das representações sociais.

 

A FOTOGRAFIA COMO FERRAMENTA DE INCLUSÃO VISUAL

(professor Milton Guran)

 

1. A natureza da imagem. As noções de imagem tradicional e de imagem técnica, e suas implicações no processo permanente de construção da cultura. Produção e recepção da imagem enquanto representação do mundo visível, campo de troca de experiências e sentimentos, e produção de conhecimentos. A magia da fotografia.

2. Apresentação e discussão do conceito de inclusão visual. Apresentação e análise dos projetos de inclusão visual, seu modo de funcionamento e operacionalidade. Democratização da informação: agências de distribuição de fotos e prestação de serviços, novas mídias e outros desdobramentos.

 

AGÊNCIA-ESCOLA IMAGENS DO POVO E BANCO VIRTUAL DE IMAGENS

 

O material resultante do trabalho das turmas da Escola de Fotógrafos Populares é incorporado ao Banco Virtual Imagens do Povo, disponível no site: www.imagensdopovo.org.br, inaugurado em maio de 2005, que além do material produzido pelos alunos, possui também imagens de outros fotógrafos que comungam com a idéia do projeto. O direito de utilização das imagens é vendido como em qualquer agência de fotografia, recebendo o autor 50% do valor da venda. O valor de referência é o da tabela de preços mínimos do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio de Janeiro e da Federação Nacional dos Jornalistas. No caso de pacotes, onde os clientes pagam uma quantia fixa por mês para a utilização de um determinado número de fotos, o pagamento ao fotógrafo é proporcional ao número de fotos utilizado dentro do novo valor de referência.

Os recursos financeiros se destinam à ampliação do acervo, à formação continuada dos fotógrafos formados pela Escola de Fotógrafos Populares Imagens do Povo e à manutenção do projeto. Os fotógrafos que participam do Projeto cedem seus direitos e concordam com a doação ilimitada de fotografias às organizações sociais que não disponham de recursos para o pagamento de direito autoral. O critério de avaliação dos beneficiados é de responsabilidade do Observatório de Favelas do Rio de Janeiro. 

 


 

SOBE