Localizada na sede do Observatório de Favelas, no conjunto de favelas da Maré, a Galeria 535 é um espaço destinado exclusivamente para a fotografia, onde apresenta uma programação artística de qualidade e gratuita, em uma região historicamente desfavorecida de equipamentos culturais.
A Galeria 535 fica na Sede do Observatório de Favelas, na Favela da Maré, no nº 535 da Rua Teixeira Ribeiro, Bonsucesso – RJ.
O horário de visitação da galeria é de segunda à sexta de 9:00 às 18:00 h.
Casinha Daros – Fotografias Pinhole

A Casa Daros e o Observatório de Favelas apresentam, a partir de 07 de agosto de 2010, a exposição Casinha Daros, reunindo 45 fotografias feitas por estudantes dos bairros da Urca, Botafogo e Maré a partir da prática artesanal conhecida como pinhole (buraco da agulha). A exposição é resultado do Projeto Casinha Daros, criado em 2007, fruto de uma parceria entre a Casa Daros e o Programa Agência-Escola Imagens do Povo, realizado pelo Observatório. A mostra ocupará a Galeria 535, no Observatório de Favelas, na Maré. Inaugurada em janeiro desse ano, a Galeria 535 tem o objetivo de integrar-se ao circuito de atividades culturais da cidade, reforçando a programação voltada para as artes em espaços populares.
A exposição terá uma atividade paralela a ser realizada no dia 1º de outubro às 19h, no Ateliê da Imagem, na Urca, dentro do Projeto Sexta Livre. Na ocasião, haverá projeção de imagens pinhole e das ações realizadas no projeto, além de uma roda de conversa com os professores de pinhole do Observatório de Favelas e da Escola Municipal Minas Gerais, junto com a equipe de Arte e Educação da Casa Daros.
O Projeto Sexta Livre é organizado desde 1999 pelo Ateliê da Imagem, e tem caráter multimídia, reunindo diversas manifestações artísticas ligadas à fotografia, vídeo, cinema, música e performance. Os eventos são abertos ao público.
CASA DAROS
As imagens fotográficas foram criadas durante oficinas promovidas dentro e no entorno da Casa Daros – uma instituição cultural em Botafogo, ainda em construção, que tem como pilares filosóficos a arte, a educação e a comunicação. Um dos interesses desta mostra é a troca cultural entre as diferentes localidades que compõem o espaço urbano do Rio de Janeiro.
O Projeto Casinha Daros busca desenvolver a noção da diversidade cultural entre esses jovens e crianças, bem como revelar seus olhares particulares sobre o universo que os cerca. A criação artística embutida no pinhole é lúdica, mas também meio de aprendizagem. Portanto, é fonte para um farto material pedagógico a ser desenvolvido em sala de aula pelos professores que participam do processo.
O pinhole – que significa “buraco de agulha” – é uma técnica artesanal de fotografia que estimula o imaginário, baseada no princípio da câmara escura. Em princípio, objetos simples como caixas de fósforos e latas de leite podem ser transformados em câmera fotográfica reproduzindo os primórdios da tecnologia de captação e registro da imagem. A partir daí, jovens e crianças passam a se envolver com princípios da física (como, por exemplo, o percurso da luz), com os mecanismos de formação de uma imagem, com processos químicos de revelação, com matemática (presente na contagem do tempo de exposição do filme à luz), dentre outros elementos pedagógicos. Paralelamente, essa atividade permite o desenvolvimento de características relacionadas ao olhar, à subjetividade e, principalmente, à habilidade de observar e de se auto-observar.
Na primeira e segunda etapas do Projeto Casinha Daros, oficinas de pinhole se desdobraram em exposições – uma no escritório da Casa Daros, em 2007, e outra no Museu da Maré, em 2008 – e em diversas outras atividades pedagógicas, tais como encontros com educadores, palestras, narrações de histórias. Até o momento, o projeto já envolveu crianças e jovens da Maré (das oficinas da Escola de Fotógrafos Populares) e de três escolas municipais: Minas Gerais, na Urca, e Francisco Alves e João Saldanha, em Botafogo.
A mostra que será inaugurada na Galeria 535 é, portanto, a terceira exposição dentro do Projeto Casinha Daros. Além das imagens presentes nas edições anteriores, a mostra vai trazer fotos inéditas produzidas por alunos da Escola da Urca. Uma roda de conversa com os participantes do Projeto ocorrerá no dia da abertura, incluindo os professores de pinhole do Observatório de Favelas, os professores da Escola Municipal Minas Gerais (da Urca), além da equipe de Arte e Educação da Casa Daros.
Serviço: Exposição Casinha Daros – Projeto Pinhole 2010
Abertura: 07 de agosto de 2010, às 11h
Visitação: até 1º de outubro de 2010
Roda de conversa: dia 07 de agosto de 2010, de 12h às 13h.
Local: Galeria 535, Observatório de Favelas.
Rua Teixeira Ribeiro, 535, Maré, Rio de Janeiro
Cep 21044-251
Telefone: 21.3105.4599
Entrada franca
Projeto Sexta Livre
1º de outubro de 2010, às 19h
Ateliê da Imagem, Urca.
Av. Pasteur, 453, Urca, Rio de Janeiro
Telefone: 21.2244.5660
www.ateliedaimagem.com.br
Por: admin, em 14/07/2011
Alquimia – Guy Veloso

Entre 2000 e 2010, o fotógrafo paraense Guy Veloso viajou pelo Brasil registrando em sua Leica M-6 diversas manifestações religiosas. O tema é pesquisado pelo autor há pelo menos 15 anos, desde que começou a fotografar a procissão do Círio de Nazaré, que leva pelo menos 2 milhões de fiéis às ruas de Belém, cidade natal do fotógrafo, todo ano. Alquimia é o resultado de um garimpo nas imagens produzidas durante estes últimos dez anos por Guy. Com curadoria de Cláudia Buzzetti e Patrícia Gouvêa, a mostra traz à Galeria 535 quinze imagens coloridas, parte pouco conhecida da obra do autor, e nos imerge em um universo místico e cultural do nosso imenso país.
O autor
Guy Veloso nasceu (1969) e trabalha em Belém-PA, metrópole de 1,5 milhões de habitantes no coração da Amazônia, pólo cultural efervescente. De formação acadêmica em Direito (1991), é fotógrafo independente desde 1988.
Seu trabalho recebeu publicações nacionais e internacionais e compõe os acervos da University of Essex Collection of Latin American Art, Colchester-Inglaterra, Coleção Nacional de Fotografia, Centro Português de Fotografia, Porto-Portugal, Museu de Fotografia de Curitiba-PR, Coleções Rosely Nakagawa, Joaquim Paiva/Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.
Sua produção pode ser acessada em www.fotografiadocumental.com.br
A Galeria 535
No dia 22 de janeiro de 2010 o Observatório de Favelas, na Favela da Maré, inaugurou em sua sede um espaço destinado às artes, integrando-se ao corredor cultural da cidade: a Galeria 535. O nome da galeria originou-se do endereço em que está localizada a instituição e pretende reforçar a idéia de identidade e a proposta de dar acesso cultural à periferia.
A primeira mostra abrigada pela Galeria 535 foi a exposição Caçadores de Sonhos, formada com fotografias dos projetos de conclusão de curso dos alunos da Escola de Fotógrafos Populares de 2009.
A mostra pelas curadoras
A fotografia documental brasileira tem um olhar especial e um uso da cor que a destacam de outros países, oferecendo ao público traços distintos que a definem e a tornam única e reconhecível. Tal fato não se reduz apenas a um fenômeno artístico, mas reflete a cultura brasileira em geral e a forma como o Brasil é construído, visto e vivido no imaginário de seus habitantes.
Guy Veloso não tem medo de mostrar a escola de cuja fonte bebeu e sua própria adesão às instâncias desta categoria, mas, por outro lado, em meio a esta “brasilidade”, ele nos propõe uma visão singular dentro desse panorama.
Em sua pesquisa artística, o fotógrafo paraense busca principalmente as manifestações religiosas e místicas de lugares do interior do país. A seleção de imagens em cor aqui apresentadas, em sua maioria inéditas, faz parte de um ensaio autoral sobre a fé, em que o fotógrafo utiliza apenas lentes 35mm para, como ele mesmo diz, “ter que chegar ainda mais perto das pessoas”, o que em muitos casos acaba tornando o ato fotográfico um verdadeiro “corpo-a-corpo” durante grandes procissões e romarias.
Mas o que faz da visão de Guy sobre estas festas, exaustivamente fotografadas, tão diferente? Suas imagens são permeadas por um misticismo e uma estranheza que ele capta na religiosidade brasileira; seu olhar parece explorar essencialmente este tema para encontrar cenas que possam ter afinidade com suas próprias intenções artísticas e pessoais.
O aspecto de “sagrado” das festas populares brasileiras é a matéria onde Guy imprime algo que está dentro dele mesmo: seu sentido de fé transborda e nos doa uma experiência visual que elimina os preconceitos sobre o que estamos acostumados a ver e pensar em relação ao tema.
Guy Veloso mergulha na alquimia e na espiritualidade para representar um nível de conhecimento mais sutil. Ele torna o invisível visível.
Claudia Buzzetti e Patricia Gouvêa
Serviço
Inauguração da Exposição Alquimia – Guy Veloso
Data: 12/06/2010, sábado, 13 h
Visitação: 14/06 a 23/07/2010, de 9 às 18 h
Galeria 535
Local: Observatório de Favelas
Endereço: Rua Teixeira Ribeiro, 535. Parque Maré – Maré – Rio de Janeiro.
Por: admin, em 14/07/2011
Caçadores de Sonhos

Sonhos estão aí para serem caçados, mas também para serem compartilhados e é com este objetivo que a Escola de Fotógrafos Populares, do projeto Imagens do Povo do Observatório de Favelas – vencedor do prêmio Faz a Diferença 2007 – , comemora a formatura da sua terceira turma de alunos, com a exposição Caçadores de Sonhos. A mostra traz 19 fotografias dos alunos que terminaram o curso iniciado há 10 meses e inaugura a Galeria 535, espaço de arte permanente, que promete fazer do corredor central da sede do Observatório de Favelas um verdadeiro corredor-cultural.
A curadoria da exposição Caçadores de Sonho é uma ação coletiva e foi assinada por João Roberto Ripper (fotógrafo e fundador do Imagens do Povo), Dante Gastaldoni (professor da UFF, da UFRJ e coordenador acadêmico da Escola de Fotógrafos), Fabio Caffé (professor e ex-aluno da Escola de Fotógrafos Populares), Joana Mazza (produtora da exposição) e Kita Pedroza (coordenadora geral do Imagens do Povo). A previsão é de que as fotografias fiquem expostas durante dois meses.
Os alunos formados, que também são os expositores da Caçadores de Sonhos, primeira mostra da Galeria 535, obtiveram diplomas de curso de extensão, validados pela Universidade Federal Fluminense, em três áreas de estudo: Linguagem Fotográfica; Informática Aplicada à Fotografia; Fotografia Documental e Olhar Autoral. Os três campos de conhecimento fotográfico compuseram a temática dos módulos do conteúdo programático do curso, que teve a duração de 540 horas.
Caçadores de Sonhos: as obras
As fotografias que farão da Galeria 535 um cenário povoado por sonhos, e muito trabalho, são resultado dos projetos autorais dos alunos, obras apresentadas como trabalho final do curso realizado em 2009. As imagens passeiam por temas que abarcam realidades tanto de jovens que cumprem medidas sócio-educativas no Degase, quanto caçadores de pipas do Jacarezinho, passando por registros de balé na Vila Olímpica da Maré, capoeira, hip hop, e skateboarding, além de temáticas como amor, trabalho, solidariedade, entre outros.
Ao longo do curso, quando passaram a desenvolver seus temas a partir do que aprendiam em sala de aula e em atividades práticas, os alunos receberam a visita de profissionais que realizaram palestras para uma platéia ávida por conhecimento.
Passaram pela Escola nos últimos 10 meses palestrantes como o fotojornalista Evandro Teixeira, o fotógrafo húngaro integrante da Agência VII, Balazs Gardi, o fotógrafo do jornal Zero Hora, Daniel Marenco (que foi vencedor do prêmio Leica-2009), o fotógrafo e antropólogo, Milton Guran, a fotógrafa do jornal O Globo, Marizilda Cruppe, os fotógrafos Antônio Augusto Fontes, Riardo Beliel, Cícero Rodrigues, Zeca Linhares, entre outros profissionais que compartilharam seus conhecimentos.
Por: admin, em 14/07/2011
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