Galeria 535

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Galeria 535

Localizada na sede do Observatório de Favelas, no conjunto de favelas da Maré, a Galeria 535 é um espaço destinado exclusivamente para a fotografia, onde apresenta uma programação artística de qualidade e gratuita, em uma região historicamente desfavorecida de equipamentos culturais.

A Galeria 535 fica na Sede do Observatório de Favelas, na Favela da Maré, no nº 535 da Rua Teixeira Ribeiro, Bonsucesso – RJ.

O horário de visitação da galeria é de segunda à sexta de 9:00 às 18:00 h.

Expo “Uma outra cidade”

Iatã Cannabrava

 

As imagens deste trabalho foram produzidas entre os anos de 2000 e 2008 em minhas andanças pela periferia de São Paulo e de outras cidades latino-americanas. No início de 2000 comecei a desenvolver workshops no bairro, da periferia paulistana, do Capão Redondo, um significativo símbolo do enorme anel de exclusão que circunda a “cidade rica”. Este pedaço da periferia tornou-se o palco principal de um ensaio fotográfico que, é um retrato apenas de uma “outra cidade”, como os próprios moradores denominam.

Em pouco mais de dois anos havia desenvolvido uma significativa documentação fotográfica dos meios e sistemas que as populações deste anel de pobreza desenvolvem como alternativa criativa à exclusão.

Este trabalho foi apresentado na Pinacoteca do Estado em São Paulo e posteriormente circulou nas cidades de Brasília, Rio de Janeiro e Belém, Belém, Quito no Equador, Montevidéu no Uruguai, Bogotá na Colômbia e Assunção no Paraguai.

Brasília, Rio de Janeiro, Belém, Caracas, Lima, Cidade do México, Cidade de Guatemala, Havana e Buenos Aires, além de outras cidades menores do interior do Brasil. Nessas andanças, percebi uma semelhança perturbadora entre nossas quebradas, morros e baixadas, com as colônias, cerros, barrios nuevos, villas e tantas outras expressões que servem para denominar os bairros populares das grandes cidades latino-americanas.

O conjunto das imagens se aproxima muito mais de uma crônica poética e política do que da tradicional denúncia de pobreza e miséria, tão comum aos olhos da atual fotografia contemporânea. Utilizando a fotografia colorida como suporte, o trabalho retrata uma “outra” cidade, que em muito pouco se assemelha às metrópoles que pensamos conhecer. No quadro de exclusão econômica, surgem outros modelos para o morar, habitar, compartilhar. Outros sons, outras cores! O propósito, inserir está “outra cidade” na história visual.

Iatã Cannabrava

 

Exposição “Uma outra cidade”, do fotógrafo Iatã Cannabrava, na Galeria 535

Abertura: 13/07/2012, às 18h

Visitação: de 16/07 a 31/08/2012

De segunda a sexta, de 9 às 18h

Observatório de Favelas do Rio de Janeiro

Rua Teixeira Ribeiro, 535, Paque Maré, Maré, RJ

 

 

 

Por: admin, em 18/07/2012


Expo “Confiança”

© Léo Lima

 

Exposição “Confiança”, mostra individual do fotógrafo Leo Lima, na Galeria 535

Confiança é uma palavra composta. Esta afirmação, no entanto, não se refere a uma definição gramatical literal da palavra. É na prática que a confiança se apresenta como um sentimento construído mutuamente. E é desta forma que o fotógrafo Leo Lima vê e fotografa o mundo. As imagens que compõe a exposição “Confiança” são fruto de uma troca estabelecida entre fotógrafo e fotografado, entre aquele que olha e o que se deixa ser olhado. Desta cumplicidade surgem os retratos apresentados nesta mostra. Segundo o fotógrafo Robert Cappa, “Se uma foto não está suficiente boa, é porque você não se aproximou o suficiente do fato”. É esta proximidade – que evidentemente não é apenas física – que Leo busca alcançar em seus registros. É da vontade de revelar mais do que apenas rostos, mas as histórias, as lutas, as particularidades que há em cada um, que Leo produz suas imagens. A exposição “Confiança”, primeira mostra individual de Leo Lima, é composta por retratos produzidos desde 2009, ano em que se formou na Escola de Fotógrafos Populares, e traz em cada expressão, histórias de vida diferentes, relações de amizades construídas para além do registro fotográfico. É, enfim, o olhar do autor somado a vários outros olhares.

 

Sobre Léo Lima

Fotógrafo formado pela Escola de Fotógrafos Populares em 2009 e pelo Curso de Formação de Educadores em Fotografia em 2010. É monitor das Oficinas de Pinhole desenvolvidas pelo Programa Imagens do Povo e professor do Ponto de Cultura Porto Aberto à Memória Viva, no Armazém da Utopia. Integra o Coletivo Multimídia Favela em Foco. Trabalhou como um dos fotógrafos da 3ª Mostra Brasil – Juventude Transformando com Arte, em 2010. Ficou em 3º lugar no concurso fotográfico Um novo Clique, promovido pelo Jornal O Globo, em 2010, que rendeu uma exposição itinerante pelas favelas pacificadas do Rio de Janeiro. Foi um dos finalistas do concurso fotográfico realizado pela revista Fotografe Melhor, no ano de 2011, na categoria: Preto e Branco. Participou das coletivas “Prazer, sou do Povo”, no CCMLSL, em Santa Tereza, em 2012, “Caçadores de Sonhos”, na Galeria 535, na Maré, e “Brasil, o país do futebol”, realizada pela ECO-FOTO / UFRJ, ambas em 2010.

 

Exposição “Confiança” na Galeria 535

Observatório de Favelas do Rio de Janeiro

Rua Teixeira Ribeiro, 535, Parque Maré, Maré, RJ.

Inauguração: 18 de maio de 2012, às 18h.

Visitação: 21/05 a 06/07/2012

Horário: de 9 às 18h, de seg à sex.

Por: admin, em 28/05/2012


Expo Laboratório Fiojovem

Juliana Ferreira

 

Fotos produzidas pelos adolescentes que participaram das oficinas do projeto Fiojovem sairão dos muros da Fiocruz para ocuparem as paredes da Galeria 535, na sede do Observatório de Favelas do Rio de Janeiro. A mostra Laboratório Fiojovem, que será inaugurada no dia 30/03, é resultado do projeto De jovens para jovens: construindo um produto de comunicação em saúde e ciência, coordenado pela jornalista Marcia Lisboa.

As 15 imagens que integram a exposição foram registradas por seis jovens, moradores de áreas vizinhas à sede da Fiocruz, em Manguinhos, durante as atividades da oficina de fotografia, ministrada pelo educador do Programa Imagens do Povo Ratão Diniz, no segundo semestre de 2010.  Os encontros abordaram os conceitos básicos da fotografia, suas linguagens e técnicas. Nas atividades práticas, o grupo foi convidado a fotografar espaços e acontecimentos no campus, como a exposição Jardim das borboletas, e o espetáculo O sentido da vida, do grupo Roda Gigante, além de exercitar a técnica de lightpainting. Ao final da oficina, os adolescentes fizerem uma visita exploratória à comunidade do Amorim, no entorno da Fundação, para registrar seus olhares, a partir das trocas estabelecidas durante os encontros.

O módulo de fotografia integrou o conjunto de oficinas de comunicação do Fiojovem, composto ainda pelos módulos de redação, ilustração e vídeo, dos quais participaram a jornalista Rovena Rosa, que também é fotógrafa do Programa Imagens do Povo.

A exposição Laboratório Fiojovem estará aberta à visitação de segunda a sexta-feira, entre os dias 31 de março e 20 de abril, das 9h às 18h.

 

Serviço

Exposição Laboratório Fiojovem
Local: Galeria 535 – Observatório de Favelas
Endereço: Rua Teixeira Ribeiro, 535, Maré, Rio de Janeiro
Inauguração: 30/3/2012, às 18h
Visitação: 31/3/2012 a 20/4/2012 (de segunda a sexta-feira)
Horário: 9h às 18h

Por: admin, em 29/03/2012


No Ritmo Pinhole

divulgação

No dia 16/12/12, a Galeria 535 inaugura a exposição “No ritmo pinhole”. A mostra é composta por imagens produzidas pelos alunos das Oficinas de Fotografia Artesanal, realizadas pelo Imagens do Povo e Observatório de Favelas, através do apoio do projeto Criança Esperança. São autorretratos, retratos, paisagens, documentações do cotidiano do lugar onde elas vivem: o Conjunto de Favelas da Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro, sempre direcionando o olhar para o reconhecimento de valores e belezas da própria realidade, combinando a sutileza pueril dos alunos à ludicidade da técnica pinhole. As imagens que participam da mostra foram produzidas por câmeras artesanais, feitas de materiais reaproveitados, confeccionadas pelas próprias crianças. Ao todo são 48 imagens de alunos das quatro turmas que participaram das oficinas neste ano. E são eles que apresentam a exposição “No ritmo pinhole”, no texto abaixo:

 

No Ritmo Pinhole

A fotografia pinhole é feita com uma lata, um furo de agulha, um papel fotográfico e a luz do sol. Por dentro, a lata precisa ser escura para não queimar o papel. As fotos que nós fazemos são em preto e branco.

Para fotografarmos, primeiro precisamos escolher um lugar ou um assunto.

O assunto pode até ser uma pessoa. Essa pessoa pode ser nós mesmos. Isso é o autorretrato. Para fazer uma foto nossa precisamos pensar o que mostrar de nós mesmos. O que gostamos da gente, o que não gostamos, como somos.

Depois de escolher o assunto, temos que escolher o ângulo de onde tiraremos a foto. Apoiamos a câmera e observamos a luz para saber o tempo que o furinho vai ficar aberto. Então tiramos a fita isolante da frente do furo e … “uma lata, duas latas, três latas, quatro latas”. Quando acabamos de contar corremos para o laboratório, para revelar a imagem.

Além de fazer autorretratos também fotografamos o lugar onde moramos: a Maré. Quando fotografamos a Maré tentamos olhar para as coisas boas da comunidade.

O que mais gostamos de fotografar são os grafites, os lugares divertidos, as lojas, os carros, as artes, as pessoas, a nossa rua e a nossa casa.

Agora convidamos vocês a entrar em nossa lata e conhecer o nosso mundo!

 

Participantes
Andreza Rodrigues
Bruna Beatriz
Bruno Moreira
Carlos Eduardo Gregório
Fagner Moreira
Felipe Nascimento
Geovani Maceió Nunes da Silva
Gisely de Lima
Hemerson Moreira
Jennifer de Souza
Jéssica
Jonas Willami Ferreira
Jonatan Peixoto
Laís Souza de Almeida
Leandra Vitória
Leandro Pereira
Luis Sérgio Belarmino da Silva
Maria Geane Barbosa
Maria Juliana Barbosa
Patricia dos Santos
Patrício dos Santos
Rose dos Santos
Samuel da Silva
Sara de Souza
Sherly da silva
Suzana de Lima
Tatiana dos Santos
Victor Hugo Santiago
Victoria Pâmela dos Santos
Washington de Oliveira
Wellington Silva
Yasmin Oliveira

Professores
Fagner França
Léo Lima

Coordenação
Tatiana Altberg

 

Serviço

Exposição “No ritmo pinhole” – Imagens dos alunos das Oficinas de Fotografia Artesanal do Programa Imagens do Povo.

Galeria 535

Inauguração: 16/12/2011

Visitação: 19/12/2011 à 17/02/2012

Horário: 9 às 18h

Endereço: Rua Teixeira Ribeiro, 535, Maré, RJ.

 

Saiba mais sobre as Oficinas de Fotografia Artesanal realizadas pelo Imagens do Povo aqui.

Por: admin, em 19/03/2012


Pescadores da Maré

© Elisângela Leite

 

Desde a formação da Maré, na década de 40, os moradores mantêm uma importante relação de troca com a Baía de Guanabara. Essa interação fica clara desde a escolha do nome da região, que é uma confissão da dependência dos pescadores com as águas da Baía, principal fonte de sustento de algumas famílias. A atividade pesqueira, porém, se vê crescentemente ameaçada, vitimada pela poluição lançada pelos esgotos domiciliares e industriais, além dos derrames de óleo de embarcações.

Mesmo diante deste cenário desfavorável, algumas colônias de pescadores se mantêm resistentes na esperança de tempos melhores para a pesca. Essa luta chamou a atenção da fotógrafa Elisângela Leite, que, em 2007, resolveu lançar luz sobre as histórias de pessoas que dependem desta atividade para prover o sustento de suas famílias.

Elis, paraibana da cidade de Patos (mas se considera pernambucana de Tabira) e moradora da Maré há mais de 11 anos, iniciou sua aproximação com os pescadores pela da vontade de produzir uma documentação fotográfica para o trabalho de conclusão de curso da Escola de Fotógrafos Populares. A partir daí, a fotografia tornou-se muito mais do que um simples instrumento de registro e denúncia para seu projeto, mas foi utilizada também como promovedora de encontros: da fotógrafa com os fotografados, dos pescadores com suas histórias, suas lutas, seus desejos, da técnica com o coração.

As imagens que compõem a exposição “Pescadores”, primeira mostra individual do trabalho de Elisângela Leite,  retratam o cotidiano de algumas colônias pesqueiras do Conjunto de Favelas da Maré e o esforço diário para trazer junto às redes daqueles homens e mulheres, os peixes e crustáceos cada vez mais escassos da Baía de Guanabara. É o olhar da fotógrafa somado aos olhares dos pescadores, seus rostos, um pouco de suas vidas marcadas de sonhos e desilusões, suas embarcações, redes, suas realidades.  “Acredito que o trabalho de registrar as colônias é muito importante para a comunidade, pois se constitui como um importante instrumento de memória do cotidiano e da realidade social dos seus moradores. Enquanto os pescadores travam sua luta diária contra o avanço da poluição da Baía, ficam na espera de qualquer apoio por parte dos governantes para que a cultura da pescaria artesanal não se acabe. Com minha fotografia espero contribuir também com essa luta”, explica Elis.

 

Apresentação de Pescadores por João Roberto Ripper

Existem pessoas que se destacam pela persistência, porque são obstinadas, têm raça e acreditam no que fazem. São íntegras e, como acontece com a maioria do nosso povo, por mais que sejam grandes as dificuldades, nunca desistem de ser felizes. Têm uma dignidade teimosa, gostosa de se ver. São pessoas imprescindíveis em todas as profissões.

Assim é Elisângela: buscou aprender fotografia com enorme garra e se fez fotógrafa com muita dedicação e coragem, sem desistir, correndo atrás de cada vez mais aperfeiçoar seu trabalho. É hoje uma fotógrafa vencedora, competente, que continua lutando pelo seu espaço e amando cada vez mais a fotografia. É uma linda fotógrafa, de muita raça.

Os pescadores que buscam sustento nas águas da Baía de Guanabara, na região de favelas da Maré, chamaram a atenção de Elisângela logo que começou a fotografar. Tornou-se amiga deles e continua, cada vez mais, aprimorando seu ‘tema’. Mas já conseguiu o principal: fazer com que cada pessoa que veja o seu trabalho queira bem aos pescadores e conheça a sua luta.

É muito bom vê-la fazendo fotos tão bonitas. Obrigado por essas imagens!

 


Serviço

Exposição Pescadores – fotografias de Elisângela Leite

Abertura: dia 11/11/11, às 18h

Visitação: de 14/11 a 09/12/2011

Horário: de segunda a sexta, de 9 às 18h

Galeria 535

Endereço: Rua Teixeira Ribeiro, 535, Parque Maré, Maré, RJ.

 

Por: admin, em 07/11/2011


Viva Favela 10 anos

© Walter Mesquita

 

A Galeria 535 apresenta, a partir do dia 30 de setembro, a exposição “Viva Favela 10 anos”. A mostra traz um recorte da produção fotográfica do projeto que neste ano comemora uma década de existência. O garimpo resultou na exposição composta de 24 fotografias representativas, produzidas desde 2001 pelos correspondentes comunitários e editores do projeto. As imagens selecionadas retrataram de forma íntima o cotidiano de favelas e bairros de periferia do Rio e Grande Rio, e fazem parte de um acervo de mais de 50 mil fotografias publicadas ao longo dos últimos 10 anos no site www.vivafavela.com.br.

A exposição “Viva Favela 10 anos” esteve em cartaz durante os meses de junho e julho no Centro Cultural Laurinda Santos Lobo, em Santa Tereza, simultaneamente à mostra “Prazer, sou do Povo”, do Programa Imagens do Povo, compondo juntos a programação do FotoRio 2011.

A curadoria da exposição ficou por conta da fotógrafa Patrícia Gouvêa e as fotografias são de Deise Lane, Fernando Mascote, Kita Pedroza, Marcia Farias, Nando Dias, Rodrigues Moura, Sandra Delgado, Tony Barros, Walter Mesquita.

 

 

Sobre o Viva Favela

Criado em julho de 2001 pelo Viva Rio, o projeto Viva Favela tem como metas a inclusão digital, a democratização da informação e a redução da desigualdade social. Como uma ponte virtual entre o “asfalto” e a favela, conta com uma equipe de jornalistas e correspondentes comunitários.

Os correspondentes são moradores de favelas que atuam como repórteres, fotógrafos e produtores de conteúdo multimídia. O trabalho é feito em parceria, e o resultado mostra que há muito mais para se contar sobre as favelas do que histórias de violência e narcotráfico.

Com um olhar “de dentro”, o site mostra a cultura, a criatividade das estratégias para vencer os desafios diários, o potencial para propor e operar mudanças sociais positivas.

Ao estimular que moradores de favelas e periferias se tornem comunicadores e produzam conteúdo retratando essas regiões de forma não estigmatizada, o Viva Favela provoca uma visão crítica sobre a realidade vivenciada por cada um.

 

Serviço

Galeria 535

Observatório de Favelas do Rio de Janeiro

Endereço: Rua Teixeira Ribeiro, 535, Parque Maré, RJ.

Abertura: 30/09/2011, às 18h

Visitação: de 03/09 a 28/10/2011

 

Por: admin, em 26/09/2011


Prazer, sou do Povo

Todo dia um acorda, outro levanta, um segue pro trabalho, outro pra escola, pra rua, pra casa. Naquilo que é considerado mais previsível, mais corriqueiro, é por onde caminham os passos dos fotógrafos populares. Revelar a beleza subestimada – escondida naquilo que está próximo – é o que legitima o prazer de viver em cada momento a graça de todo dia.

É destes milagres cotidianos que a exposição “Prazer, sou do Povo” é composta. São 19 imagens selecionadas do Banco de Imagens do Programa Imagens do Povo pelos curadores Antonio Paiva e Joana Mazza. Este recorte busca transcender a documentação, que é a principal característica do acervo do Programa, ressaltando a expressão individual de cada autor.

A mostra “Prazer, sou do Povo” será exibida a partir do dia 19 de agosto na Galeria 535, no Observatório de Favelas do Rio de Janeiro, compondo a programação de aniversário da instituição.

 

Serviço

Exposição Prazer, sou do Povo

Imagens dos fotógrafos do Programa Imagens do Povo: AF Rodrigues, Fábio Caffé, Monara Barreto, William Nascimento, Ratão Diniz, Léo Lima, Edmilson Lima, Ingrid Cristina, Elisângela Leite, Francisco César e Francisco Valdean.

Inauguração: 19/08/2011, às 17h

Visitação: de 22/08 a 30/09/2011

Horário: De segunda a sexta, das 9h às 18h

Local: Galeria 535

Endereço: Rua Teixeira Ribeiro, 535, Parque Maré, Maré, RJ.

Por: admin, em 16/08/2011


Serra Branca na 535

As favelas cariocas podem ser consideradas um bom exemplo de como se deu o processo de formação de grande parte das grandes cidades do Brasil, e mais: de como foi formado o próprio povo brasileiro. Esses espaços populares recebem, desde suas formações, imigrantes de vários estados (também países), o que resulta no surgimento de um ambiente miscigenado, plural, hibrido. No Conjunto de Favelas da Maré, por exemplo, há uma significativa parcela de imigrantes nordestinos, que saíram de seus lugares de origem em busca de mais oportunidades de emprego e renda, e que, definitivamente, contribuíram na formação destas comunidades. A influência está em todo canto: nas lojas de artigos nordestinos na Nova Holanda, no forró que toca no bar do Parque União, nas comidas típicas vendidas na Feira da Teixeira. Dentre as muitas cidades que colaboraram para a construção da identidade cultural da Maré, destaca-se Serra Branca, localizada a 240 km da capital da Paraíba, João Pessoa.

A exposição “Serra Branca”, do fotógrafo Fábio Costa, que a Galeria 535 inaugura na próxima sexta-feira (8), pretende apresentar a cidade paraibana através de sua riqueza cotidiana. Em cada detalhe sobre a região, Fábio nos revela através de suas imagens um completo panorama de Serra Branca, com seus personagens, lugares e histórias. A Galeria 535 fica na sede do Observatório de Favelas, na Maré. É uma oportunidade para serrabranquenses, nordestinos, e todos aqueles que apreciam fotografia, se reencontrarem com seus “lugares de origem”.

 

Exposição Serra Branca

Fotógrafo Fábio Costa

Abertura: 08/07/2011, às 18h

Visitação: até 12/08/2011,

Segunda a sexta, de 9 às 18h.

Endereço: Rua Teixeira Ribeiro, 535, Maré, RJ.

Local: Galeria 535

Por: admin, em 18/07/2011


Meu Mundo Teu – Alexandre Sequeira

 

A partir do dia 27/05, a Galeria 535, no Observatório de Favelas, recebe a exposição “Meu mundo Teu”, do fotógrafo paraense Alexandre Sequeira. A mostra compõe a programação do FotoRio 2011 (Encontro Internacional de Fotografia do Rio de Janeiro). No sábado, dia 28/05, está programado um bate-papo aberto ao público na Galeria 535, a partir das 10h, onde o fotógrafo discutirá sobre seu processo de criação e apresentará seus projetos autorais.

 

“Meu mundo Teu”

 

Dois adolescentes que não se conhecem trocam impressões sobre suas realidades a partir de cartas e fotografias. A mescla dessas informações de mundo apresentadas por Tayana Wanzeler, moradora do bairro do Guamá na cidade de Belém e Jefferson Oliveira, morador da ilha do Combú na região amazônica, é o insumo que Alexandre Sequeira lança mão para compor uma série de 15 trabalhos que revelam uma nova realidade construída a partir do diálogo estabelecido entre esses dois adolescentes. Utilizando procedimentos de registro fotográfico como câmeras artesanais de um e dois orifícios e câmeras convencionais com dupla exposição de filmes, Alexandre promoveu ao longo do ano de 2007 encontros fotográficos com Jefferson e Tayana na busca da construção desta “rede de afetos”. O resultado são imagens que confundem diferenças e semelhanças num todo que aponta para novas significações adquiridas a partir desse encontro.

 

Sobre o autor:

 

Alexandre Sequeira é formado em arquitetura pela Universidade Federal do Pará-UFPa em 1984, é professor do Instituto de Ciências da Arte da mesma universidade, Especialista em Semiótica e Artes Visuais e Mestre em Arte e Tecnologia pela Universidade Federal de Minas Gerais-UFGM. Artista plástico e fotógrafo, desenvolve trabalhos que utilizam a fotografia como vetor de interação e troca de impressões com indivíduos ou grupos.

 

Saiba mais em: www.imagensdopovo.org.br

 

Serviço:

 

Exposição Meu Mundo Teu, do fotógrafo Alexandre Sequeira

Inauguração: sexta-feira, dia 27/05, às 18h

Visitação: de 30/05 à 01/07/2011

Horário: de 9 às 18h

Local: Galeria 535

Endereço: Rua Teixeira Ribeiro. 535, Maré, RJ.

 

Bate-papo com o fotógrafo Alexandre Sequeira

Data: sábado, 28/05

Horário: de 10 às 13h

Local: Galeria 535

Endereço: Rua Teixeira Ribeiro. 535, Maré, RJ.

 

 

 

Por: admin, em 18/07/2011


Em Nossas Mãos – Fábio Caffé

 

No dia 1 de abril, a Galeria 535 inaugurou a exposição Em Nossas Mãos, de Fábio Caffé. A mostra traz 18 imagens representativas garimpadas da obra do fotógrafo formado pela Escola de Fotógrafos Populares em 2006. Desde então, Caffé tem se dedicado a registrar a diversidade cultural das favelas, as lutas sociais no Rio de Janeiro e as manifestações de fé na cidade.

Participante da segunda turma da Escola de Fotógrafos Populares, Fábio Caffé seguiu o caminho da fotografia documental, apoiando sua produção principalmente nos ensinamentos de João Roberto Ripper, fundador da EFP. “Ripper diz que fotografar é enxergar valores, como por exemplo, a solidariedade, esperança, compaixão… Tento seguir este ensinamento, utilizando a fotografia como ferramenta de valorização e respeito aos direitos humanos”, afirma Caffé.

Além de participar da equipe de fotógrafos do Programa Imagens do Povo, Fábio Caffé integra também o Coletivo Multimídia Favela em Foco, que desde 2009 vem fazendo documentações independentes em favelas do Rio de Janeiro, como o projeto ImPACtos, no qual acompanha as obras do Programa de Aceleração do Crescimento, do Governo Federal, no Morro do Alemão. “Tenho muito orgulho de ser integrante do Imagens do Povo e do Coletivo Favela em Foco, pois nosso trabalho dentro destes projetos vai muito além de simplesmente clicar. Nossa fotografia nasce da profunda comunhão entre fotógrafo e fotografado, então daí surgem encontros maravilhosos, onde vivenciamos juntos: alegrias, tristezas, sonhos, lutas, festas…”, explica o fotógrafo, que neste mês participará também de uma coletiva em homenagem a São Jorge, tema que documenta desde 2006.

 

Serviço

 

Exposição Em Nossas Mãos

Fotógrafo Fábio Caffé

Galeria 535, no Observatório de Favelas do Rio de Janeiro

Endereço: Rua Teixeira Ribeiro, 535, Maré – RJ.

Visitação: 4/4 a 20/05/2011, de 9 às 18h.

Entrada Franca

 

 

Por: admin, em 18/07/2011


Veja Também:

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