Localizada na sede do Observatório de Favelas, no conjunto de favelas da Maré, a Galeria 535 é um espaço destinado exclusivamente para a fotografia, onde apresenta uma programação artística de qualidade e gratuita, em uma região historicamente desfavorecida de equipamentos culturais.
A Galeria 535 fica na Sede do Observatório de Favelas, na Favela da Maré, no nº 535 da Rua Teixeira Ribeiro, Bonsucesso – RJ.
O horário de visitação da galeria é de segunda à sexta de 9:00 às 18:00 h.
Expo Laboratório Fiojovem

Fotos produzidas pelos adolescentes que participaram das oficinas do projeto Fiojovem sairão dos muros da Fiocruz para ocuparem as paredes da Galeria 535, na sede do Observatório de Favelas do Rio de Janeiro. A mostra Laboratório Fiojovem, que será inaugurada no dia 30/03, é resultado do projeto De jovens para jovens: construindo um produto de comunicação em saúde e ciência, coordenado pela jornalista Marcia Lisboa.
As 15 imagens que integram a exposição foram registradas por seis jovens, moradores de áreas vizinhas à sede da Fiocruz, em Manguinhos, durante as atividades da oficina de fotografia, ministrada pelo educador do Programa Imagens do Povo Ratão Diniz, no segundo semestre de 2010. Os encontros abordaram os conceitos básicos da fotografia, suas linguagens e técnicas. Nas atividades práticas, o grupo foi convidado a fotografar espaços e acontecimentos no campus, como a exposição Jardim das borboletas, e o espetáculo O sentido da vida, do grupo Roda Gigante, além de exercitar a técnica de lightpainting. Ao final da oficina, os adolescentes fizerem uma visita exploratória à comunidade do Amorim, no entorno da Fundação, para registrar seus olhares, a partir das trocas estabelecidas durante os encontros.
O módulo de fotografia integrou o conjunto de oficinas de comunicação do Fiojovem, composto ainda pelos módulos de redação, ilustração e vídeo, dos quais participaram a jornalista Rovena Rosa, que também é fotógrafa do Programa Imagens do Povo.
A exposição Laboratório Fiojovem estará aberta à visitação de segunda a sexta-feira, entre os dias 31 de março e 20 de abril, das 9h às 18h.
Serviço
Exposição Laboratório Fiojovem
Local: Galeria 535 – Observatório de Favelas
Endereço: Rua Teixeira Ribeiro, 535, Maré, Rio de Janeiro
Inauguração: 30/3/2012, às 18h
Visitação: 31/3/2012 a 20/4/2012 (de segunda a sexta-feira)
Horário: 9h às 18h
Por: admin, em 29/03/2012
No Ritmo Pinhole

No dia 16/12/12, a Galeria 535 inaugura a exposição “No ritmo pinhole”. A mostra é composta por imagens produzidas pelos alunos das Oficinas de Fotografia Artesanal, realizadas pelo Imagens do Povo e Observatório de Favelas, através do apoio do projeto Criança Esperança. São autorretratos, retratos, paisagens, documentações do cotidiano do lugar onde elas vivem: o Conjunto de Favelas da Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro, sempre direcionando o olhar para o reconhecimento de valores e belezas da própria realidade, combinando a sutileza pueril dos alunos à ludicidade da técnica pinhole. As imagens que participam da mostra foram produzidas por câmeras artesanais, feitas de materiais reaproveitados, confeccionadas pelas próprias crianças. Ao todo são 48 imagens de alunos das quatro turmas que participaram das oficinas neste ano. E são eles que apresentam a exposição “No ritmo pinhole”, no texto abaixo:
No Ritmo Pinhole
A fotografia pinhole é feita com uma lata, um furo de agulha, um papel fotográfico e a luz do sol. Por dentro, a lata precisa ser escura para não queimar o papel. As fotos que nós fazemos são em preto e branco.
Para fotografarmos, primeiro precisamos escolher um lugar ou um assunto.
O assunto pode até ser uma pessoa. Essa pessoa pode ser nós mesmos. Isso é o autorretrato. Para fazer uma foto nossa precisamos pensar o que mostrar de nós mesmos. O que gostamos da gente, o que não gostamos, como somos.
Depois de escolher o assunto, temos que escolher o ângulo de onde tiraremos a foto. Apoiamos a câmera e observamos a luz para saber o tempo que o furinho vai ficar aberto. Então tiramos a fita isolante da frente do furo e … “uma lata, duas latas, três latas, quatro latas”. Quando acabamos de contar corremos para o laboratório, para revelar a imagem.
Além de fazer autorretratos também fotografamos o lugar onde moramos: a Maré. Quando fotografamos a Maré tentamos olhar para as coisas boas da comunidade.
O que mais gostamos de fotografar são os grafites, os lugares divertidos, as lojas, os carros, as artes, as pessoas, a nossa rua e a nossa casa.
Agora convidamos vocês a entrar em nossa lata e conhecer o nosso mundo!
Participantes
Andreza Rodrigues
Bruna Beatriz
Bruno Moreira
Carlos Eduardo Gregório
Fagner Moreira
Felipe Nascimento
Geovani Maceió Nunes da Silva
Gisely de Lima
Hemerson Moreira
Jennifer de Souza
Jéssica
Jonas Willami Ferreira
Jonatan Peixoto
Laís Souza de Almeida
Leandra Vitória
Leandro Pereira
Luis Sérgio Belarmino da Silva
Maria Geane Barbosa
Maria Juliana Barbosa
Patricia dos Santos
Patrício dos Santos
Rose dos Santos
Samuel da Silva
Sara de Souza
Sherly da silva
Suzana de Lima
Tatiana dos Santos
Victor Hugo Santiago
Victoria Pâmela dos Santos
Washington de Oliveira
Wellington Silva
Yasmin Oliveira
Professores
Fagner França
Léo Lima
Coordenação
Tatiana Altberg
Serviço
Exposição “No ritmo pinhole” – Imagens dos alunos das Oficinas de Fotografia Artesanal do Programa Imagens do Povo.
Galeria 535
Inauguração: 16/12/2011
Visitação: 19/12/2011 à 17/02/2012
Horário: 9 às 18h
Endereço: Rua Teixeira Ribeiro, 535, Maré, RJ.
Saiba mais sobre as Oficinas de Fotografia Artesanal realizadas pelo Imagens do Povo aqui.
Por: admin, em 19/03/2012
Pescadores da Maré

Desde a formação da Maré, na década de 40, os moradores mantêm uma importante relação de troca com a Baía de Guanabara. Essa interação fica clara desde a escolha do nome da região, que é uma confissão da dependência dos pescadores com as águas da Baía, principal fonte de sustento de algumas famílias. A atividade pesqueira, porém, se vê crescentemente ameaçada, vitimada pela poluição lançada pelos esgotos domiciliares e industriais, além dos derrames de óleo de embarcações.
Mesmo diante deste cenário desfavorável, algumas colônias de pescadores se mantêm resistentes na esperança de tempos melhores para a pesca. Essa luta chamou a atenção da fotógrafa Elisângela Leite, que, em 2007, resolveu lançar luz sobre as histórias de pessoas que dependem desta atividade para prover o sustento de suas famílias.
Elis, paraibana da cidade de Patos (mas se considera pernambucana de Tabira) e moradora da Maré há mais de 11 anos, iniciou sua aproximação com os pescadores pela da vontade de produzir uma documentação fotográfica para o trabalho de conclusão de curso da Escola de Fotógrafos Populares. A partir daí, a fotografia tornou-se muito mais do que um simples instrumento de registro e denúncia para seu projeto, mas foi utilizada também como promovedora de encontros: da fotógrafa com os fotografados, dos pescadores com suas histórias, suas lutas, seus desejos, da técnica com o coração.
As imagens que compõem a exposição “Pescadores”, primeira mostra individual do trabalho de Elisângela Leite, retratam o cotidiano de algumas colônias pesqueiras do Conjunto de Favelas da Maré e o esforço diário para trazer junto às redes daqueles homens e mulheres, os peixes e crustáceos cada vez mais escassos da Baía de Guanabara. É o olhar da fotógrafa somado aos olhares dos pescadores, seus rostos, um pouco de suas vidas marcadas de sonhos e desilusões, suas embarcações, redes, suas realidades. “Acredito que o trabalho de registrar as colônias é muito importante para a comunidade, pois se constitui como um importante instrumento de memória do cotidiano e da realidade social dos seus moradores. Enquanto os pescadores travam sua luta diária contra o avanço da poluição da Baía, ficam na espera de qualquer apoio por parte dos governantes para que a cultura da pescaria artesanal não se acabe. Com minha fotografia espero contribuir também com essa luta”, explica Elis.
Apresentação de Pescadores por João Roberto Ripper
Existem pessoas que se destacam pela persistência, porque são obstinadas, têm raça e acreditam no que fazem. São íntegras e, como acontece com a maioria do nosso povo, por mais que sejam grandes as dificuldades, nunca desistem de ser felizes. Têm uma dignidade teimosa, gostosa de se ver. São pessoas imprescindíveis em todas as profissões.
Assim é Elisângela: buscou aprender fotografia com enorme garra e se fez fotógrafa com muita dedicação e coragem, sem desistir, correndo atrás de cada vez mais aperfeiçoar seu trabalho. É hoje uma fotógrafa vencedora, competente, que continua lutando pelo seu espaço e amando cada vez mais a fotografia. É uma linda fotógrafa, de muita raça.
Os pescadores que buscam sustento nas águas da Baía de Guanabara, na região de favelas da Maré, chamaram a atenção de Elisângela logo que começou a fotografar. Tornou-se amiga deles e continua, cada vez mais, aprimorando seu ‘tema’. Mas já conseguiu o principal: fazer com que cada pessoa que veja o seu trabalho queira bem aos pescadores e conheça a sua luta.
É muito bom vê-la fazendo fotos tão bonitas. Obrigado por essas imagens!
Serviço
Exposição Pescadores – fotografias de Elisângela Leite
Abertura: dia 11/11/11, às 18h
Visitação: de 14/11 a 09/12/2011
Horário: de segunda a sexta, de 9 às 18h
Galeria 535
Endereço: Rua Teixeira Ribeiro, 535, Parque Maré, Maré, RJ.
Por: admin, em 07/11/2011
Viva Favela 10 anos

A Galeria 535 apresenta, a partir do dia 30 de setembro, a exposição “Viva Favela 10 anos”. A mostra traz um recorte da produção fotográfica do projeto que neste ano comemora uma década de existência. O garimpo resultou na exposição composta de 24 fotografias representativas, produzidas desde 2001 pelos correspondentes comunitários e editores do projeto. As imagens selecionadas retrataram de forma íntima o cotidiano de favelas e bairros de periferia do Rio e Grande Rio, e fazem parte de um acervo de mais de 50 mil fotografias publicadas ao longo dos últimos 10 anos no site www.vivafavela.com.br.
A exposição “Viva Favela 10 anos” esteve em cartaz durante os meses de junho e julho no Centro Cultural Laurinda Santos Lobo, em Santa Tereza, simultaneamente à mostra “Prazer, sou do Povo”, do Programa Imagens do Povo, compondo juntos a programação do FotoRio 2011.
A curadoria da exposição ficou por conta da fotógrafa Patrícia Gouvêa e as fotografias são de Deise Lane, Fernando Mascote, Kita Pedroza, Marcia Farias, Nando Dias, Rodrigues Moura, Sandra Delgado, Tony Barros, Walter Mesquita.
Sobre o Viva Favela
Criado em julho de 2001 pelo Viva Rio, o projeto Viva Favela tem como metas a inclusão digital, a democratização da informação e a redução da desigualdade social. Como uma ponte virtual entre o “asfalto” e a favela, conta com uma equipe de jornalistas e correspondentes comunitários.
Os correspondentes são moradores de favelas que atuam como repórteres, fotógrafos e produtores de conteúdo multimídia. O trabalho é feito em parceria, e o resultado mostra que há muito mais para se contar sobre as favelas do que histórias de violência e narcotráfico.
Com um olhar “de dentro”, o site mostra a cultura, a criatividade das estratégias para vencer os desafios diários, o potencial para propor e operar mudanças sociais positivas.
Ao estimular que moradores de favelas e periferias se tornem comunicadores e produzam conteúdo retratando essas regiões de forma não estigmatizada, o Viva Favela provoca uma visão crítica sobre a realidade vivenciada por cada um.
Serviço
Galeria 535
Observatório de Favelas do Rio de Janeiro
Endereço: Rua Teixeira Ribeiro, 535, Parque Maré, RJ.
Abertura: 30/09/2011, às 18h
Visitação: de 03/09 a 28/10/2011
Por: admin, em 26/09/2011

Todo dia um acorda, outro levanta, um segue pro trabalho, outro pra escola, pra rua, pra casa. Naquilo que é considerado mais previsível, mais corriqueiro, é por onde caminham os passos dos fotógrafos populares. Revelar a beleza subestimada – escondida naquilo que está próximo – é o que legitima o prazer de viver em cada momento a graça de todo dia.
É destes milagres cotidianos que a exposição “Prazer, sou do Povo” é composta. São 19 imagens selecionadas do Banco de Imagens do Programa Imagens do Povo pelos curadores Antonio Paiva e Joana Mazza. Este recorte busca transcender a documentação, que é a principal característica do acervo do Programa, ressaltando a expressão individual de cada autor.
A mostra “Prazer, sou do Povo” será exibida a partir do dia 19 de agosto na Galeria 535, no Observatório de Favelas do Rio de Janeiro, compondo a programação de aniversário da instituição.
Serviço
Exposição Prazer, sou do Povo
Imagens dos fotógrafos do Programa Imagens do Povo: AF Rodrigues, Fábio Caffé, Monara Barreto, William Nascimento, Ratão Diniz, Léo Lima, Edmilson Lima, Ingrid Cristina, Elisângela Leite, Francisco César e Francisco Valdean.
Inauguração: 19/08/2011, às 17h
Visitação: de 22/08 a 30/09/2011
Horário: De segunda a sexta, das 9h às 18h
Local: Galeria 535
Endereço: Rua Teixeira Ribeiro, 535, Parque Maré, Maré, RJ.
Por: admin, em 16/08/2011
Serra Branca na 535

As favelas cariocas podem ser consideradas um bom exemplo de como se deu o processo de formação de grande parte das grandes cidades do Brasil, e mais: de como foi formado o próprio povo brasileiro. Esses espaços populares recebem, desde suas formações, imigrantes de vários estados (também países), o que resulta no surgimento de um ambiente miscigenado, plural, hibrido. No Conjunto de Favelas da Maré, por exemplo, há uma significativa parcela de imigrantes nordestinos, que saíram de seus lugares de origem em busca de mais oportunidades de emprego e renda, e que, definitivamente, contribuíram na formação destas comunidades. A influência está em todo canto: nas lojas de artigos nordestinos na Nova Holanda, no forró que toca no bar do Parque União, nas comidas típicas vendidas na Feira da Teixeira. Dentre as muitas cidades que colaboraram para a construção da identidade cultural da Maré, destaca-se Serra Branca, localizada a 240 km da capital da Paraíba, João Pessoa.
A exposição “Serra Branca”, do fotógrafo Fábio Costa, que a Galeria 535 inaugura na próxima sexta-feira (8), pretende apresentar a cidade paraibana através de sua riqueza cotidiana. Em cada detalhe sobre a região, Fábio nos revela através de suas imagens um completo panorama de Serra Branca, com seus personagens, lugares e histórias. A Galeria 535 fica na sede do Observatório de Favelas, na Maré. É uma oportunidade para serrabranquenses, nordestinos, e todos aqueles que apreciam fotografia, se reencontrarem com seus “lugares de origem”.
Exposição Serra Branca
Fotógrafo Fábio Costa
Abertura: 08/07/2011, às 18h
Visitação: até 12/08/2011,
Segunda a sexta, de 9 às 18h.
Endereço: Rua Teixeira Ribeiro, 535, Maré, RJ.
Local: Galeria 535
Por: admin, em 18/07/2011
Meu Mundo Teu – Alexandre Sequeira

A partir do dia 27/05, a Galeria 535, no Observatório de Favelas, recebe a exposição “Meu mundo Teu”, do fotógrafo paraense Alexandre Sequeira. A mostra compõe a programação do FotoRio 2011 (Encontro Internacional de Fotografia do Rio de Janeiro). No sábado, dia 28/05, está programado um bate-papo aberto ao público na Galeria 535, a partir das 10h, onde o fotógrafo discutirá sobre seu processo de criação e apresentará seus projetos autorais.
“Meu mundo Teu”
Dois adolescentes que não se conhecem trocam impressões sobre suas realidades a partir de cartas e fotografias. A mescla dessas informações de mundo apresentadas por Tayana Wanzeler, moradora do bairro do Guamá na cidade de Belém e Jefferson Oliveira, morador da ilha do Combú na região amazônica, é o insumo que Alexandre Sequeira lança mão para compor uma série de 15 trabalhos que revelam uma nova realidade construída a partir do diálogo estabelecido entre esses dois adolescentes. Utilizando procedimentos de registro fotográfico como câmeras artesanais de um e dois orifícios e câmeras convencionais com dupla exposição de filmes, Alexandre promoveu ao longo do ano de 2007 encontros fotográficos com Jefferson e Tayana na busca da construção desta “rede de afetos”. O resultado são imagens que confundem diferenças e semelhanças num todo que aponta para novas significações adquiridas a partir desse encontro.
Sobre o autor:
Alexandre Sequeira é formado em arquitetura pela Universidade Federal do Pará-UFPa em 1984, é professor do Instituto de Ciências da Arte da mesma universidade, Especialista em Semiótica e Artes Visuais e Mestre em Arte e Tecnologia pela Universidade Federal de Minas Gerais-UFGM. Artista plástico e fotógrafo, desenvolve trabalhos que utilizam a fotografia como vetor de interação e troca de impressões com indivíduos ou grupos.
Saiba mais em: www.imagensdopovo.org.br
Serviço:
Exposição Meu Mundo Teu, do fotógrafo Alexandre Sequeira
Inauguração: sexta-feira, dia 27/05, às 18h
Visitação: de 30/05 à 01/07/2011
Horário: de 9 às 18h
Local: Galeria 535
Endereço: Rua Teixeira Ribeiro. 535, Maré, RJ.
Bate-papo com o fotógrafo Alexandre Sequeira
Data: sábado, 28/05
Horário: de 10 às 13h
Local: Galeria 535
Endereço: Rua Teixeira Ribeiro. 535, Maré, RJ.
Por: admin, em 18/07/2011
Em Nossas Mãos – Fábio Caffé

No dia 1 de abril, a Galeria 535 inaugurou a exposição Em Nossas Mãos, de Fábio Caffé. A mostra traz 18 imagens representativas garimpadas da obra do fotógrafo formado pela Escola de Fotógrafos Populares em 2006. Desde então, Caffé tem se dedicado a registrar a diversidade cultural das favelas, as lutas sociais no Rio de Janeiro e as manifestações de fé na cidade.
Participante da segunda turma da Escola de Fotógrafos Populares, Fábio Caffé seguiu o caminho da fotografia documental, apoiando sua produção principalmente nos ensinamentos de João Roberto Ripper, fundador da EFP. “Ripper diz que fotografar é enxergar valores, como por exemplo, a solidariedade, esperança, compaixão… Tento seguir este ensinamento, utilizando a fotografia como ferramenta de valorização e respeito aos direitos humanos”, afirma Caffé.
Além de participar da equipe de fotógrafos do Programa Imagens do Povo, Fábio Caffé integra também o Coletivo Multimídia Favela em Foco, que desde 2009 vem fazendo documentações independentes em favelas do Rio de Janeiro, como o projeto ImPACtos, no qual acompanha as obras do Programa de Aceleração do Crescimento, do Governo Federal, no Morro do Alemão. “Tenho muito orgulho de ser integrante do Imagens do Povo e do Coletivo Favela em Foco, pois nosso trabalho dentro destes projetos vai muito além de simplesmente clicar. Nossa fotografia nasce da profunda comunhão entre fotógrafo e fotografado, então daí surgem encontros maravilhosos, onde vivenciamos juntos: alegrias, tristezas, sonhos, lutas, festas…”, explica o fotógrafo, que neste mês participará também de uma coletiva em homenagem a São Jorge, tema que documenta desde 2006.
Serviço
Exposição Em Nossas Mãos
Fotógrafo Fábio Caffé
Galeria 535, no Observatório de Favelas do Rio de Janeiro
Endereço: Rua Teixeira Ribeiro, 535, Maré – RJ.
Visitação: 4/4 a 20/05/2011, de 9 às 18h.
Entrada Franca
Por: admin, em 18/07/2011
Totoma – Dani Dacorso

Totoma! – Imagens da cena funk carioca por Dani Dacorso
A partir do dia 28 de janeiro, a Galeria 535 – localizada na sede do Observatório de Favelas – inaugura a exposição Tomoma!, da fotógrafa carioca Daniela Dacorso.
A mostra é composta por mais de 20 imagens produzidas durante os anos de 1998 e 2008, período em que Daniela registrou a cena funk no Rio de Janeiro, acompanhando diversos bailes da cidade e da Baixada Fluminense.
As festas no Chapéu Mangueira, na época da “dança da bundinha”, Tati Quebra Barraco no início de carreira com Mr. Catra, Gorila e Preto, os bailes da Vila Mimosa e a montagem dos “soundsystems” são alguns dos flagrantes da exposição.
Totoma! já foi exibida na Bienal de Fotografia de Nice e no Maison Folie de Moulins, em Lillie, ambas na França, em 2005. As imagens também participaram da coletiva Estética da Periferia, no Centro Cultural dos Correios.
O trabalho de Daniela foi publicado no Street World / Urban Art and Culture from 5 Continents (Abrams/New York) e também nas revistas Dazzed and Confused, Blender (Estados Unidos) e NME e nos jornais The Guardian (Inglaterra) e La Vanguardia (Espanha).
Daniela Dacorso trabalha atualmente como fotógrafa para a revista Istoé e desenvolve projetos pessoais em fotografia. Corpo, religiosidade e cultura urbana são temas recorrentes em seu trabalho.
Exposição Totoma!, da fotógrafa Daniela Dacorso.
Local: Galeria 535 – Rua Teixeira Ribeiro, 535, Maré – RJ.
Horário: segunda a sexta, de 9 às 18h
Entrada gratuita
Que fenômeno funk é esse?
Por Marcos Bonisson
A linguagem é uma pele: esfrego minha linguagem no outro.
Roland Barthes
O que acontece nos bailes funk da zona norte e sul é também de ordem catártica. Fotografar baile funk não é para qualquer um. No centro da pista, na batida do pancadão, uma espiral de corpos é desenhada, serpenteando o espaço. A gravidade funk age e tudo converge, sugando todos para o vórtice, e gerando uma onda de energia indizível. Nessa situação, a fotógrafa tem que estar preparada para o inesperado, e munida de visão panóptica, porque a chapa quente é periférica. Em leitura possível, imagens transitivas são aquelas que operam um deslocamento da cognição visual para o domínio de outros sentidos. Com efeito, as imagens de Dani Dacorso são sonoplásticas, olfativas. Se as olharmos atentamente, podemos ouvir a intensidade do som e sentir o cheiro de suor, henê e sexo. A fotógrafa visa um eixo subjetivo de seleção e combinação, escolhendo os sinais e indiciando o processo de revelar, em imagens-metonímias, o todo pela parte. Fotografias são fragmentos, relances. Acumulamos relances. Conhecer é antes de tudo reconhecer. O que está claramente em jogo nesse acúmulo de fragmentos funk é o registro de um êxtase enunciado, pela fala do corpo, em uma de suas pulsões cardinais, a dança.
Dacorso tem fotografado o funk carioca por quase dez anos. Se a linguagem organiza os signos, o significante do trabalho de Dani é apontar uma imagem acústica de leitura plural. Definir essas fotografias de documentais e preto e branco é apenas dizer algo sobre sua sintaxe, mas não sobre sua semântica de sentido variado. Contudo, há todo um ritual de atitude instável apresentado pela meninada nos bailes funk. Conflitos à parte, a catarse da dança e do cantar junto, dominam o ambiente. Uma alegria instantânea, como reação à adversidade. O conteúdo manifesto dessas fotos reside primordialmente na tensão instaurada na pista, pela alteridade dos corpos em ação dançante. Nesse sentido, corpo e visão se fundem criando fissuras, por onde podemos olhar e imaginar realidades das quais não temos necessariamente uma experiência direta. Toma-totoma-toma repete o refrão na batida do tamborzão, enquanto a lente embaçada da fotógrafa observa a massa que pulsa no espaço. Dani executa nessa mostra, um projeto de notação visual, separando precisamente o essencial do acessório, e indagando em fotos-vislumbres, que fenômeno funk é esse?
Por: admin, em 18/07/2011
Instalação “1 Minuto” – Ana Kahn

Dias 28 e 29 de janeiro a Galeria 535 recebe a instalação “1 minuto”, da fotógrafa Anna Kahn, que expõe cenários atingidos pela violência das balas perdidas.
A instalação é composta de um cubo onde são projetadas imagens que tem como cenário o Rio de Janeiro e os locais que receberam vítimas de balas perdidas. A obra é um garimpo de registros sistemáticos da violência na cidade feitos pela fotógrafa desde a década de 90. Segundo Anna, cada imagem desse trabalho pretende ser testemunha visual e silenciosa dessa brutalidade.
A jornalista Anna Kahn é carioca e estudou fotografia na School of Visual Arts, em Nova York. A obra que será exposta no Observatório esteve na última edição do Festival Internacional de Fotografia Paraty em Foco (2010).
Instalação “1 Minuto”, da fotógrafa Anna Kahn
Data: 28 e 29 de janeiro
Local: Observatório de Favelas do Rio de Janeiro
Rua Teixeira Ribeiro, 535, Maré – RJ.
Horários: 28/01 – 9 às 21h – 29/01 – 10 às 13h
Entrada Gratuita
Por: admin, em 18/07/2011
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