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12 de junho de 2013

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© Fabio Caffé / Imagens do Povo

 

Vai até o dia 23/06 o período de exibição da mostra “Processos em Imagens” no MAC Niterói. A exposição é composta por imagens que detalham os processos de criação e desenvolvimento de projetos culturais do Observatório de Favelas. Dentro da mostra há espaço também para um recorte da exposição “Ginga da Vida”, de fotógrafos do Programa Imagens do Povo, exibida primeiramente na sede da Aliança Francesa, em Paris, em 2011.

 

“Processos em Imagens”: uma exposição do ‘Observatório de Favelas’, no MAC de Niterói

As favelas cariocas, muitas vezes apresentadas – no Brasil e no exterior – como campo de violência, serão retratadas na mostra “Processos em Imagem”, cuja abertura será no dia 6 de abril (sábado), às 17h. O objetivo é demonstrar que essa imagem negativa não reflete o cotidiano desta população que faz de cada território espaços de diversão, confraternização e alegria. O projeto do ‘Observatório de Favelas’ – criado em 2001 –, uma organização da sociedade civil, se dedica à produção do conhecimento e à ação pública no âmbito dos direitos humanos, da educação, da política urbana, da comunicação e das artes.

Essa linha político-filosófica de atuação se faz presente na exposição “Processos em Imagem”, por meio de Programas do ‘Observatório de Favelas’, tais como o ‘Travessias’, o ‘Imagens do Povo’ e o ‘Solos Culturais’, que apresentam seus exercícios de registros sensíveis do mundo da vida, seja por meio de intervenções artísticas, objetos, fotografias, entre outras formas de arte contemporânea.

 

Um pouco mais sobre cada programa do Observatório de Favelas:

O ‘Travessias em Processo’ é uma realizaçãp do  Instituto Bela Maré, desenvolvida em parceria com a Automatica. A principal finalidade do Instituto é contribuir para o processo de democratização da produção e da difusão das artes visuais, especialmente, no Rio de Janeiro. A primeira atuação do Bela Maré foi o TRAVESSIAS – Arte Contemporânea na Maré, projeto  que terá sua segunda edição de 13 de abril a 23 de junho de 2013. A realização de um evento desse porte na maior Favela do Rio de Janeiro significa criar pontes simbólicas e materiais para que os diferentes sujeitos possam construir novos canais de comunicação e de criação.

Em ‘Imagens do Povo’ a fotografia é utilizada como autorrepresentação para a construção de uma nova perspectiva da cidade. A fotografia é um campo para afirmação de uma identidade cultural e social. Entretanto, quem afirma esta identidade? Quais são os valores apresentados? Será que refletem a realidade? As diversidades culturais estão devidamente bem representadas? Como todo fotógrafo sabe, tudo é uma questão de ponto de vista. Tantas questões levaram à criação do Programa Imagens do Povo, onde, através da formação de fotógrafos populares e o acompanhamento e difusão da produção destes alunos e ex-alunos, apresenta como o morador das áreas populares percebe estes espaços, reforçando a apresentação dos aspectos positivos. Com o intuito de apresentar um exemplo do resultado do processo de trabalho do Imagens do Povo, soma-se à exposição “Processos em Imagens”, um recorte da mostra “Ginga da Vida”, realizada em parceria com a Aliança Francesa em 2012, e que possibilitou uma nova leitura do acervo do Programa através do trabalho compartilhado com a curadora camaronesa Ruth Belinga.

Em ‘Solos Culturais’, por exemplo, foi realizada, durante o ano de 2012, uma formação múltipla e sistêmica baseada nas atividades e reflexões sobre a pesquisa e a produção da cultura urbana. A partir da ideia de aglutinação de proposições experimentáveis, 100 jovens de cinco diferentes favelas cariocas – Cidade de Deus, Complexo do Alemão, Complexo da Penha, Manguinhos e Rocinha – desenvolveram outras formas de reconhecimento territorial e, fundamentalmente, identitário. Entre as constantes trocas de saberes, visitas a outros espaços da cidade, pesquisa e produção textual, os grupos – como coletivos – desenvolveram uma série de intervenções culturais. Os resultados são um quebra-cabeça fascinante de relativizações; um tapete costurado por uma geração em incansável disputa territorial, política, social, estética.

 

Serviço:

Exposição “Processos em Imagem” – Observatório de Favelas

MAC de Niterói – varandas

Mirante da Boa Viagem s/nº – Niterói, RJ

Em cartaz até 23 de junho de 2013

 

Horário de visitação: de terça a domingo, das 10 às 18h

Ingressos a R$6,00

Estudantes, professores e pessoas acima de 60 anos pagam meia (R$3,00)

Entrada gratuita para estudantes da rede pública (ensino médio), crianças abaixo de 7 anos e portadores de necessidades especiais.

Entrada gratuita também às quartas-feiras

Obs.: a bilheteria encerra suas atividades 15 minutos antes do horário de fechamento do museu.

Informações: ( 21) 2620-2400/ (21) 2620-2481

www.macniteroi.com.br

 

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