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Nossa Baía

Elisângela Leite / Imagens do Povo

Elisângela Leite / Imagens do Povo

Os primeiros moradores da Maré encontraram nas margens da Baía de Guanabara áreas secas entre manguezais, desabitadas e muito aprazíveis. A madeira trazida pelas correntezas eram abundantes e serviram para a construção dos primeiros barracos no Morro do Timbau (do tupi thybau: “entre as águas”) e as primeiras palafitas nas regiões alagadiças, na época, da Baixa do Sapateiro. As 16 comunidades da Maré nasceram e cresceram assim, nos locais possíveis de edificar no entorno da baía.

Os mais de 130 mil moradores que atualmente vivem e trabalham na Maré guardam pelo menos essa característica em comum: a relação do seu território com a Baía de Guanabara. A importância e afetividade dessa relação pode ser medida pela produção de imagens e ensaios feitos pelos fotógrafos do Imagens do povo durante esses 10 anos. São várias documentações que registram o cotidiano das colônias de pescadores ou denunciam a degradação do meio ambiente. Daremos início a uma série de postagens sobre a Baía de Guanabara vista, sentida, descrita e registrada pelas lentes dos fotógrafos IP.

Achamos importante contribuir com a mobilização da sociedade civil que exige seriedade e compromisso com a despoluição da baía, compartilhando as imagens e a reflexão – nesta primeira postagem – de Elisângela Leite que se dedica ao tema desde 2007, quando começou a cursar a Escola de Fotógrafos Populares.

“Tínhamos que escolher um tema para documentar e como eu já conhecia alguns pescadores da sub-colônia do Parque União (uma das 16 Comunidade da Maré), pensei que seria uma boa mostrar um pouco da realidade em que vivem e suas dificuldades para sobreviverem da pesca já que a baia é tão poluída. Outra coisa que me fez pensar neste tema foi porque percebi que as histórias dos pescadores eram histórias que os próprios moradores da Maré desconheciam. Eu entendi que essa relação mais carinhosa e cuidadosa com a Baía de Guanabara podia ser vista ali, dentre os pescadores, que é diferente da relação da maioria das pessoas, que só lembram da baía como um grande depósito de esgoto.

É um desafio mostrar a realidade dessas sub colônias e suas atividades no seu cotidiano e a luta destes pescadores, que tentam sobreviver desta atividade e serem reconhecidos.
Esta poluição da Baía de Guanabara faz com que muitos não vejam a beleza que nela existe.” afirma Elisângela Leite.

Confiram imagens da documentação de Elisângela Leite:

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Por: admin, em 06/08/2015


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