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Fotografando Povos Tradicionais

Populações Tradicionais de apanhadores de flores Sempre Vivas situadas na Serra do Espinhaço em Diamantina, Minas Gerais. Populações atingidas pela implantação do Parque Nacional das Sempre Vivas, Parques Estaduais e Unidades de Conservação. Comunidade Galheiros, composta por apanhadores de flores sempre vivas que realizam a comercialização de produtos artesanais feitos com flores nativas. A atividade é a principal fonte de renda da comunidade. apanhadora de flores Maria Cleuza Borges Lopes (Branca) colhendo no campo Joana Carneiro. Foto: Valda Nogueira

Foto: Valda Nogueira

O carioca João Roberto Ripper, renomado fotógrafo documental, está na estrada fazendo o que mais gosta, fotografando pequenos povoados no interior do país. Durante três meses ele percorrerá quase dez mil quilômetros de carro entre os estados de Minas Gerais e Maranhão documentando o cotidiano de populações que habitam florestas e beira de rios. Onze comunidades, onde vivem quilombolas, ribeirinhos, geraizeiros e colhedores de flores, foram selecionadas. Todas elas, compartilham um sentimento comum, a ambição pelo reconhecimento territorial e identitário. “Eu vou dar continuidade a um trabalho que venho fazendo há muitos anos. A proposta é focar no norte de Minas e em Alcântara, no Maranhão, mas indiretamente outras populações pobres do Brasil, com uma rica diversidade cultural, beneficiam-se, pois este é um projeto que atinge a solidariedade humana” afirma Ripper, que, nesta jornada, está acompanhado das fotógrafas Ana Mendes e Valda Nogueira. O projeto, intitulado Fotografando Povos Tradicionais está entre os contemplados pelo Prêmio Marc Ferrez de Fotografia, da Funarte. As primeiras imagens já podem ser vistas pelo público no blog e funpage criados exclusivamente para acompanhar o deslocamento de Ripper. (http://fotografandopovostradicionais.blogspot.com.br/ e https://www.facebook.com/pages/Fotografando-povos-tradicionais-um-projeto-de-JR-Ripper)

 

Breve biografia

Aos 61 anos, João Roberto Ripper ocupa lugar de destaque entre os ícones da fotografia documental humanitária no Brasil e no mundo. Nos anos 90 trabalhou ao lado do Ministério Público e da Organização Internacional do Trabalho (OIT) denunciando focos de trabalho escravo em minas de carvão no interior do país e fotografou durante duas décadas a triste saga dos índios Guarani Kaiowá em busca de direitos básicos, como terra, saúde e alimentação. Hoje, Ripper é visto como orquestrador de um novo olhar sob as favelas cariocas. Isto porque ele é um dos fundadores da Escola de Fotógrafos Populares que forma profissionais, prioritariamente moradores das comunidades que compõem o Complexo da Maré, na área da fotografia e jornalismo. Nos últimos anos ele tem percorrido o Brasil e o mundo ministrando uma oficina intitulada Bem querer onde ensina os princípios da comunicação popular e fala sobre o método de trabalho que criou, a fotografia compartilhada, onde as pessoas fotografadas ajudam a editar o material final – podendo inclusive excluir fotografias dos arquivos brutos. J.R Ripper tem dois livros lançados, o primeiro chama-se Imagens Humanas e o segundo Retrato Escravo, ambos podem ser folheados no site oficial do fotógrafo.

Confiram algumas imagens da documentação de Ana Mendes, JR Ripper e Valda Nogueira para o projeto Fotografando Povos Tradicionais:

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Por: admin, em 17/03/2015


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