Fotografando Povos Tradicionais

17 de março de 2015

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Populações Tradicionais de apanhadores de flores Sempre Vivas situadas na Serra do Espinhaço em Diamantina, Minas Gerais. Populações atingidas pela implantação do Parque Nacional das Sempre Vivas, Parques Estaduais e Unidades de Conservação. Comunidade Galheiros, composta por apanhadores de flores sempre vivas que realizam a comercialização de produtos artesanais feitos com flores nativas. A atividade é a principal fonte de renda da comunidade. apanhadora de flores Maria Cleuza Borges Lopes (Branca) colhendo no campo Joana Carneiro. Foto: Valda Nogueira

Foto: Valda Nogueira

O carioca João Roberto Ripper, renomado fotógrafo documental, está na estrada fazendo o que mais gosta, fotografando pequenos povoados no interior do país. Durante três meses ele percorrerá quase dez mil quilômetros de carro entre os estados de Minas Gerais e Maranhão documentando o cotidiano de populações que habitam florestas e beira de rios. Onze comunidades, onde vivem quilombolas, ribeirinhos, geraizeiros e colhedores de flores, foram selecionadas. Todas elas, compartilham um sentimento comum, a ambição pelo reconhecimento territorial e identitário. “Eu vou dar continuidade a um trabalho que venho fazendo há muitos anos. A proposta é focar no norte de Minas e em Alcântara, no Maranhão, mas indiretamente outras populações pobres do Brasil, com uma rica diversidade cultural, beneficiam-se, pois este é um projeto que atinge a solidariedade humana” afirma Ripper, que, nesta jornada, está acompanhado das fotógrafas Ana Mendes e Valda Nogueira. O projeto, intitulado Fotografando Povos Tradicionais está entre os contemplados pelo Prêmio Marc Ferrez de Fotografia, da Funarte. As primeiras imagens já podem ser vistas pelo público no blog e funpage criados exclusivamente para acompanhar o deslocamento de Ripper. (http://fotografandopovostradicionais.blogspot.com.br/ e https://www.facebook.com/pages/Fotografando-povos-tradicionais-um-projeto-de-JR-Ripper)

 

Breve biografia

Aos 61 anos, João Roberto Ripper ocupa lugar de destaque entre os ícones da fotografia documental humanitária no Brasil e no mundo. Nos anos 90 trabalhou ao lado do Ministério Público e da Organização Internacional do Trabalho (OIT) denunciando focos de trabalho escravo em minas de carvão no interior do país e fotografou durante duas décadas a triste saga dos índios Guarani Kaiowá em busca de direitos básicos, como terra, saúde e alimentação. Hoje, Ripper é visto como orquestrador de um novo olhar sob as favelas cariocas. Isto porque ele é um dos fundadores da Escola de Fotógrafos Populares que forma profissionais, prioritariamente moradores das comunidades que compõem o Complexo da Maré, na área da fotografia e jornalismo. Nos últimos anos ele tem percorrido o Brasil e o mundo ministrando uma oficina intitulada Bem querer onde ensina os princípios da comunicação popular e fala sobre o método de trabalho que criou, a fotografia compartilhada, onde as pessoas fotografadas ajudam a editar o material final – podendo inclusive excluir fotografias dos arquivos brutos. J.R Ripper tem dois livros lançados, o primeiro chama-se Imagens Humanas e o segundo Retrato Escravo, ambos podem ser folheados no site oficial do fotógrafo.

Confiram algumas imagens da documentação de Ana Mendes, JR Ripper e Valda Nogueira para o projeto Fotografando Povos Tradicionais:

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