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Em Nome do Sagrado

Assistência religiosa

Galeria 535 apresenta a mostra Em nome do sagrado, de Kita Pedroza, dentro da programação do Festival de Fotografia Popular

 

A Galeria 535, no Observatório de Favelas, inaugura no dia 22 de maio, às 18h, a exposição Em Nome do Sagrado, com fotografias de Kita Pedroza sobre assistência religiosa em unidades socioeducativas, destinadas a adolescentes em situação de conflito com a lei. A mostra compõe a programação oficial do Festival de Fotografia Popular, que marca as comemorações de 10 anos do Programa Imagens do Povo.

O ensaio, realizado entre 2008 e 2010 nas cinco regiões do país, foi feito em parceria com o Instituto de Estudos da Religião (ISER), associado à pesquisa Assistência Religiosa no Sistema Socioeducativo, desenvolvida pelo Instituto, com financiamentos do Departamento Geral de Ações Socieducativas (DEGASE), do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) e da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

Com curadoria do fotógrafo e antropólogo Milton Guran, a exposição reúne registros de momentos emblemáticos dessa documentação fotográfica sobre a vivência espiritual dos adolescentes e a atuação de religiosos no sistema. “Esse conjunto de fotografias reflete a maturidade que a experiência de repórter e de cientista social confere ao olhar de Kita Pedroza: ao mesmo tempo isento e engajado, preciso sem ser invasivo, objetivo e delicado”, comenta Milton Guran.

Com o objetivo inicial de abranger somente as unidades do Rio de Janeiro, a pesquisa foi posteriormente ampliada para cobrir todas as regiões do Brasil, tendo ao menos um Estado por região, de modo a produzir uma análise do cenário geral da prestação da assistência religiosa nas cinco regiões brasileiras. Além do Rio de Janeiro, foram incluídos na documentação fotográfica os estados do Amazonas, Mato Grosso do Sul, Bahia e Rio Grande do Sul. A intenção do estudo é oferecer aos gestores públicos de políticas de atendimento socioeducativo, aos conselhos e à sociedade um quadro da assistência religiosa no sistema socioeducativo nacional, refletindo sobre o perfil das lideranças religiosas, o perfil dos adolescentes e a qualidade desta oferta de assistência.

Neste encontro com o cotidiano de adolescentes em privação de liberdade, a fotógrafa não se restringiu apenas a uma documentação sistemática das atividades religiosas, mas procurou ressaltar a dimensão da subjetividade dos retratados, buscando acessar traços de individualidades em geral pouco reconhecidas por trás de rostos não mostrados. A antropóloga Christina Vital, autora de um dos textos sobre a mostra, expressa sua preocupação com o modelo de assistência religiosa praticado atualmente: “Na dramática situação de se estar privado da liberdade, lançar mão da religião como forma de reorganizar o mundo interno e externo ao indivíduo pode ser ainda mais sedutora. Sobretudo porque, como revelam inúmeras pesquisas, é muitas vezes através dos religiosos que chegam aos internos bens culturais, atividades lúdicas e artigos de primeira necessidade como sabonetes, papel higiênico e creme dental”. Mas o Estado, segundo Vital, não pode se acomodar e deixar nas mãos dos religiosos essa responsabilidade de promover atividades lúdicas e culturais. Mesmo porque muitos jovens podem escolher não participar destas atividades religiosas. “Como garantir, então, uma formação de valores humanistas que ajude esses adolescentes a pensarem num futuro melhor?”, questiona.

Serviço:

Exposição Em Nome do Sagrado, fotografias de Kita Pedroza

Abertura: 22/5, às 18h

Visitação: 25/5 a 27/7/2015, de 9 às 18h

Galeria 535 – Observatório de Favelas

Rua Teixeira Ribeiro, 535, Parque Maré, Maré, RJ.

Entrada gratuita

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Por: admin, em 18/05/2015


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