Escola de Fotógrafos Populares
Escola de Fotógrafos Populares
Fundado pelo fotógrafo documentarista João Roberto Ripper, o projeto Imagens do Povo iniciou suas atividades em maio de 2004, com aulas diárias da Escola de Fotógrafos Populares, durante quatro meses, totalizando 320 horas/aula voltadas para a formação em documentação fotográfica, edição, digitalização e arquivamento digital. Os alunos formados nesta primeira turma (22 pessoas, entre 18 e 40 anos) eram residentes de comunidades populares nas proximidades da Maré, onde possuíam vínculo com diferentes instituições locais (ONGs, cursos pré-vestibulares e outras). Então coordenado pelos fotógrafos Ricardo Funari e João Roberto Ripper, na época, o projeto contou com o apoio de FURNAS Centrais Elétricas e muitos alunos já começaram a realizar registros fotográficos remunerados.
No início de 2006, a Escola de Fotógrafos Populares ampliou seus horizontes graças ao apoio do UNICEF, que permitiu a aquisição de câmeras digitais profissionais, filmes e computadores equipados para o tratamento de imagem. Desde então, o curso teve sua carga horária ampliada para 540 horas e passou a ser freqüentado por fotógrafos de outras comunidades populares do Rio de Janeiro, Niterói e Baixada Fluminense, além de estudantes universitários de outras áreas da cidade, totalizando 22 alunos. Por intermédio do professor Dante Gastaldoni, a proposta da Escola foi acolhida pela Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal Fluminense, que forneceu certificadoss aos formandos de 2006, 2007 e 2009. Com 10 meses de duração, o curso passou a ser estruturado em três módulos de 180 horas/aula cada: Linguagem Fotográfica, Informática Aplicada à Fotografia e Fotojornalismo. O suporte pedagógico ficou a cargo de Dante Gastaldoni, que se revezou com JR Ripper nas aulas expositivas e práticas, auxiliados por três professores permanentes e por um grupo de palestrantes convidados, selecionados em um universo de conceituados fotógrafos, técnicos e pesquisadores.
Com patrocínio do UNESCO / Programa Criança Esperança, em 2007, a Escola formou sua segunda turma, também de 22 alunos, em abril de 2008. Em março de 2008, a Escola de Fotógrafos Populares conquistou o Prêmio Faz Diferença, promovido pelo jornal O Globo, após realização de amplo ensaio fotográfico sobre diversão em favelas cariocas, que rendeu a matéria “A favela se diverte”, publicada na capa da Revista Domingo do jornal carioca.
Em 2009, o Programa conquistou o apoio do Fundo Itaú de Excelência Social, que permitiu a continuidade da Escola de Fotógrafos, e o conteúdo programático da Escola passou a incorporar o aprendizado de novas tecnologias no campo da fotografia digital, além da introdução aos direitos humanos e o estudo de temáticas como análise crítica da mídia e teoria das representações sociais. Neste ano, 35 alunos se formaram pela Escola de Fotógrafos Populares. As fotografias produzidas para os trabalhos de conclusão de curso deram origem à primeira exposição apresentada pela Galeria 535: a mostra “Caçadores de Sonhos”, inaugurada em janeiro de 2010.
Em 2012 iniciamos mais uma turma da Escola de Fotógrafos Populares. Desta vez, o projeto recebeu o apoio financeiro do Ministério da Justiça, através do Pronasci ( Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania), direcionado à Secretaria Especial de Desenvolvimento Econômico Solidário, da Prefeitura do Município do Rio de Janeiro, que se configurou como uma ação de política pública inédita direcionada a esse tipo de projeto. Para esta edição, a EFP conta com a parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Por: Joana, em 16/06/2011
Oficinas de Fotografia Artesanal (pinhole)
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As oficinas de fotografia artesanal, realizadas pelo Programa Imagens do Povo, acontecem no Observatório de Favelas desde 2005, quando João Roberto Ripper convidou a fotógrafa Tatiana Altberg para coordenar o núcleo de pinhole da instituição. A partir de 2006, as aulas começaram a ser ministradas pelo fotógrafo Bira Carvalho, formado pela Escola de Fotógrafos Populares e ex-aluno de Tatiana Altberg, com assistência de Fagner França, também ex-aluno das oficinas de pinhole. As oficinas são realizadas através de parcerias com escolas públicas e instituições, estimulando a criatividade e o olhar fotográfico de crianças e adolescentes. São apresentadas noções básicas para a construção de uma imagem fotográfica a partir de câmeras artesanais feitas com materiais alternativos, como latas recicladas ou caixas de fósforo. Atualmente as oficinas contam com o apoio do projeto Criança Esperança. As aulas acontecem segundas e quartas em dois horários: manhã de 8:00 às 11:00h e tarde de 14:00 às 17:00h. Coordenação: Tatiana Altberg // Professores: Fagner Fança e Léo Lima. A próxima turma será iniciada em 14/05/2012. INSCRIÇÕES ABERTAS até o dia 14/05/2012. Saiba mais aqui.
Por: admin, em 16/05/2011
Curso de Formação de Educadores em Fotografia
Complementar à Escola de Fotografos Populares, o curso apresenta aos alunos técnicas de ensino e conteúdo de nível avançado, formando potenciais agentes multiplicadores do ensino da fotografia em áreas populares. A primeira turma do Curso de Formação de Educadores em Fotografia formou-se em dezembro de 2010. Atualmente o projeto busca patrocínio para abertura de novas turmas.
Por: admin, em 21/04/2011
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