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SITE EM MANUTENÇÃO

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Por: admin, em 01/08/2017


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Por: admin, em 01/08/2017


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Por: admin, em 01/08/2017


O dia que ouvi Pepe

Ex presidente do Uruguai José

Ex presidente do Uruguai José “Pepe” Mujica discursa para milhares de jovens na UERJ. Foto: Paulo Barros

O dia que ouvi Pepê
Por Paulo Barros

Saí da redação do Viva Rio às 16h10min, peguei o metrô cheio (fato comum nesse horário) e desembarquei na estação Maracanã para fotografar o Mujica. Foi uma daquelas pautas que não sabia o que poderia acontecer. Na entrada da universidade o clima era o de final de campeonato, concha acústica lotada, muitos fotógrafos, jornalistas, cinegrafistas para a cobertura do evento e pessoas felizes, ansiosas para o inicio.

Com um atraso de mais de uma hora, o grande momento finalmente chegou. José “Pepê” Mujica é ovacionado pela massa que trouxe bandeiras, sinalizadores e gritavam a plenos pulmões seu nome. Nunca vi uma demonstração de admiração e carinho nessa proporção.

Confesso que não sabia se fotografava ou ouvia o discurso. Tive que segurar as pontas para fazer os registros. O dia 27 de Agosto vai ficar para sempre na minha memória, junto com a fala do “El padrin”: “Já fui jovem e minha geração não conseguiu, mas vocês têm que levantar a bandeira da igualdade”.

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Por: admin, em 28/08/2015


Nossa Baía

Elisângela Leite / Imagens do Povo

Elisângela Leite / Imagens do Povo

Os primeiros moradores da Maré encontraram nas margens da Baía de Guanabara áreas secas entre manguezais, desabitadas e muito aprazíveis. A madeira trazida pelas correntezas eram abundantes e serviram para a construção dos primeiros barracos no Morro do Timbau (do tupi thybau: “entre as águas”) e as primeiras palafitas nas regiões alagadiças, na época, da Baixa do Sapateiro. As 16 comunidades da Maré nasceram e cresceram assim, nos locais possíveis de edificar no entorno da baía.

Os mais de 130 mil moradores que atualmente vivem e trabalham na Maré guardam pelo menos essa característica em comum: a relação do seu território com a Baía de Guanabara. A importância e afetividade dessa relação pode ser medida pela produção de imagens e ensaios feitos pelos fotógrafos do Imagens do povo durante esses 10 anos. São várias documentações que registram o cotidiano das colônias de pescadores ou denunciam a degradação do meio ambiente. Daremos início a uma série de postagens sobre a Baía de Guanabara vista, sentida, descrita e registrada pelas lentes dos fotógrafos IP.

Achamos importante contribuir com a mobilização da sociedade civil que exige seriedade e compromisso com a despoluição da baía, compartilhando as imagens e a reflexão – nesta primeira postagem – de Elisângela Leite que se dedica ao tema desde 2007, quando começou a cursar a Escola de Fotógrafos Populares.

“Tínhamos que escolher um tema para documentar e como eu já conhecia alguns pescadores da sub-colônia do Parque União (uma das 16 Comunidade da Maré), pensei que seria uma boa mostrar um pouco da realidade em que vivem e suas dificuldades para sobreviverem da pesca já que a baia é tão poluída. Outra coisa que me fez pensar neste tema foi porque percebi que as histórias dos pescadores eram histórias que os próprios moradores da Maré desconheciam. Eu entendi que essa relação mais carinhosa e cuidadosa com a Baía de Guanabara podia ser vista ali, dentre os pescadores, que é diferente da relação da maioria das pessoas, que só lembram da baía como um grande depósito de esgoto.

É um desafio mostrar a realidade dessas sub colônias e suas atividades no seu cotidiano e a luta destes pescadores, que tentam sobreviver desta atividade e serem reconhecidos.
Esta poluição da Baía de Guanabara faz com que muitos não vejam a beleza que nela existe.” afirma Elisângela Leite.

Confiram imagens da documentação de Elisângela Leite:

Por: admin, em 06/08/2015


“Você matou meu filho”

foto: Luiz Baltar

foto: Luiz Baltar

A Anistia Internacional lançou nesta segunda (3), o relatório “Você matou meu filho!: Homicídios cometidos pela Polícia Militar na cidade do Rio de Janeiro”. Este relatório se baseia em uma série de casos de homicídios praticados por policiais militares nos anos de 2014 e 2015 na cidade do Rio de Janeiro, em particular na favela de Acari, pelo qual denuncia que a Polícia Militar tem usado força letal desnecessária e excessiva na chamada “guerra às drogas” provocando milhares de mortes ao longo dos últimos 10 anos. São os chamados “autos de resistência”, termo usado nos registros de mortes provocadas por policiais em serviço e justificadas com base na legítima defesa para encobrir as execuções promovidas pelos policiais. A Anistia Internacional realizou entrevistas com vítimas e familiares, testemunhas, defensores de direitos humanos, representantes de organizações da sociedade civil, especialistas em segurança pública e autoridades locais, e coletou detalhes sobre as cenas dos crimes, registros de ocorrência, atestados de óbito, relatos de especialistas e inquéritos policiais. Através deste material, a Anistia Internacional verificou a existência de fortes indícios de execuções extrajudiciais e um padrão de uso desnecessário e desproporcional da força pela Polícia Militar.

A publicação contou com a colaboração de três fotógrafos do IP, AF Rodrigues, Bruno Morais e Luiz Baltar, que foram aos territórios onde as execuções aconteceram, fotografaram os familiares e disponibilizaram imagens de operações polícias nas favelas do Rio.

Para baixar o relatório completo no link

https://anistia.org.br/wp-content/uploads/2015/07/Voce-matou-meu-filho_Anistia-Internacional-2015.pdf

Saiba mais em:

https://anistia.org.br/noticias/registros-de-homicidios-decorrentes-de-intervencao-policial-encobrem-fortes-indicios-de-execucoes-extrajudiciais/

Por: admin, em 04/08/2015


Em Nome do Sagrado

Assistência religiosa

Galeria 535 apresenta a mostra Em nome do sagrado, de Kita Pedroza, dentro da programação do Festival de Fotografia Popular

 

A Galeria 535, no Observatório de Favelas, inaugura no dia 22 de maio, às 18h, a exposição Em Nome do Sagrado, com fotografias de Kita Pedroza sobre assistência religiosa em unidades socioeducativas, destinadas a adolescentes em situação de conflito com a lei. A mostra compõe a programação oficial do Festival de Fotografia Popular, que marca as comemorações de 10 anos do Programa Imagens do Povo.

O ensaio, realizado entre 2008 e 2010 nas cinco regiões do país, foi feito em parceria com o Instituto de Estudos da Religião (ISER), associado à pesquisa Assistência Religiosa no Sistema Socioeducativo, desenvolvida pelo Instituto, com financiamentos do Departamento Geral de Ações Socieducativas (DEGASE), do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) e da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

Com curadoria do fotógrafo e antropólogo Milton Guran, a exposição reúne registros de momentos emblemáticos dessa documentação fotográfica sobre a vivência espiritual dos adolescentes e a atuação de religiosos no sistema. “Esse conjunto de fotografias reflete a maturidade que a experiência de repórter e de cientista social confere ao olhar de Kita Pedroza: ao mesmo tempo isento e engajado, preciso sem ser invasivo, objetivo e delicado”, comenta Milton Guran.

Com o objetivo inicial de abranger somente as unidades do Rio de Janeiro, a pesquisa foi posteriormente ampliada para cobrir todas as regiões do Brasil, tendo ao menos um Estado por região, de modo a produzir uma análise do cenário geral da prestação da assistência religiosa nas cinco regiões brasileiras. Além do Rio de Janeiro, foram incluídos na documentação fotográfica os estados do Amazonas, Mato Grosso do Sul, Bahia e Rio Grande do Sul. A intenção do estudo é oferecer aos gestores públicos de políticas de atendimento socioeducativo, aos conselhos e à sociedade um quadro da assistência religiosa no sistema socioeducativo nacional, refletindo sobre o perfil das lideranças religiosas, o perfil dos adolescentes e a qualidade desta oferta de assistência.

Neste encontro com o cotidiano de adolescentes em privação de liberdade, a fotógrafa não se restringiu apenas a uma documentação sistemática das atividades religiosas, mas procurou ressaltar a dimensão da subjetividade dos retratados, buscando acessar traços de individualidades em geral pouco reconhecidas por trás de rostos não mostrados. A antropóloga Christina Vital, autora de um dos textos sobre a mostra, expressa sua preocupação com o modelo de assistência religiosa praticado atualmente: “Na dramática situação de se estar privado da liberdade, lançar mão da religião como forma de reorganizar o mundo interno e externo ao indivíduo pode ser ainda mais sedutora. Sobretudo porque, como revelam inúmeras pesquisas, é muitas vezes através dos religiosos que chegam aos internos bens culturais, atividades lúdicas e artigos de primeira necessidade como sabonetes, papel higiênico e creme dental”. Mas o Estado, segundo Vital, não pode se acomodar e deixar nas mãos dos religiosos essa responsabilidade de promover atividades lúdicas e culturais. Mesmo porque muitos jovens podem escolher não participar destas atividades religiosas. “Como garantir, então, uma formação de valores humanistas que ajude esses adolescentes a pensarem num futuro melhor?”, questiona.

Serviço:

Exposição Em Nome do Sagrado, fotografias de Kita Pedroza

Abertura: 22/5, às 18h

Visitação: 25/5 a 27/7/2015, de 9 às 18h

Galeria 535 – Observatório de Favelas

Rua Teixeira Ribeiro, 535, Parque Maré, Maré, RJ.

Entrada gratuita

Por: admin, em 18/05/2015


Convocatórias

Foto: Luiz Baltar

Foto: Luiz Baltar

Durante os dias 22 e 24 de maio, acontecerá o Festival de Fotografia Popular, no Galpão Bela Maré e no Observatório de Favelas. Parte das comemorações dos 10 anos do Programa Imagens do Povo, o evento pretende ser um espaço de encontro que propicie a discussão sobre o papel político da imagem e os múltiplos desdobramentos da fotografia na contemporaneidade.

O Festival de Fotografia Popular, realizado através do patrocínio da Fundação Banco do Brasil, pretende colocar a favela, especialmente o conjunto de favelas da Maré, no mapa do circuito dos festivais de fotografia. A programação conta com oficinas, debates, leituras de portfólios, intervenções e projeções.

Toda a programação será oferecida gratuitamente ao público e, dentre as ações, oficinas e leituras de portfólio prevêem inscrições prévias e seleção dos participantes. Abaixo você pode baixar os editais de convocação para as oficinas “Fotografia do cotidiano”, realizada pelos fotógrafos Erika Tambke e Fábio Caffé, “Imagens possíveis”, com o projeto Mão na Lata, e leituras de portfólio com Joaquim Paiva, Marizilda Cruppe e Rogério Reis.

Corre que as pré-inscrições vão até o dia 20/5 (prorrogado). Os selecionados serão divulgados no dia 21/5.

Convocatória Oficina Fotografia do Cotidiano

Convocatória Oficina Mão na Lata

Convocatória Leituras de Portfólio

Saiba mais sobre o Festival de Fotografia Popular e veja a programação completa do evento clicando aqui.

Por: admin, em 12/05/2015


Festival de Fotografia Popular

festival popular de fotografia-07

PROGRAMAÇÃO FESTIVAL DE FOTOGRAFIA POPULAR

Desde 2004 o Programa do Imagens do Povo, realizado pelo Observatório de Favelas, vem desenvolvendo ações com a perspectiva de articular a fotografia em favor dos direitos humanos e da construção de novas narrativas sobre as favelas e os espaços populares de uma maneira geral, em contraponto a abordagem estigmatizante que esses espaços historicamente recebem. A ideia é colaborar na proposição de um novo paradigma, que trabalhe na lógica da diversidade, da criatividade e da solidariedade. Chamamos este fazer fotográfico de Fotografia Popular.

Dentro da programação de comemoração de 10 anos de existência do projeto, realizaremos o Festival de Fotografia Popular, através do patrocínio da Fundação Banco do Brasil. Esta será a primeira edição do evento que pretende colocar a favela, especialmente o conjunto de favelas da Maré, no mapa do circuito dos festivais de fotografia.

O Festival de Fotografia Popular será realizado nos dias 22, 23 e 24 de maio, no Galpão Bela Maré e no Observatório de Favelas. O evento pretende ser um espaço de encontro que propicie a discussão sobre o papel político da imagem e os múltiplos desdobramentos da fotografia na contemporaneidade. A programação conta com oficinas, debates, leituras de portfólios, intervenções e projeções.

Na sexta-feira, dia 22, abrindo a programação do festival, a Galeria 535 inaugura a mostra “Em nome do sagrado”, da fotógrafa Kita Pedroza. A exposição é composta por imagens sobre assistência religiosa em unidades socioeducativas, destinadas aos adolescentes em situação de conflito com a lei. Com curadoria do fotógrafo e antropólogo Milton Guran e do artista visual Antônio Paiva, a exposição reúne registros de momentos emblemáticos dessa documentação fotográfica sobre a vivência espiritual dos adolescentes e a atuação de religiosos no sistema.

No sábado, pela manhã, Fábio Caffé e Erika Tambke promovem oficina “Fotografia do Cotidiano”, onde pretendem apresentar noções básicas de luz e composição, para uma fotografia feita por qualquer equipamento digital. Na parte da tarde, o Galpão Bela Maré abrigará um encontro entre coletivos que abordem a fotografia como suporte, leituras de portfólios e uma mesa de debate sobre a temática “Fotografia e Direito à Cidade”, além de intervenções artísticas dentro e fora do galpão.

Domingo é dia do grupo Mão na Lata desenvolver, na parte da manhã, a oficina “Imagens Possíveis”, utilizando a fotografia artesanal (pinhole) como suporte. À tarde o festival promove um novo debate, desta vez sobre “Fotografia e Educação”, além das leituras de portfólio e projeções. O encerramento do festival contará com a intervenção artística “Encontro Fotográfico com o Desconhecido”, realizada pelo coletivo Norte Comum, seguido de muita festa, dj’s e atrações musicais. Confira a programação completa do Festival de Fotografia Popular abaixo:

PROGRAMAÇÃO DO FESTIVAL DE FOTOGRAFIA POPULAR

Por: admin, em 11/05/2015


Fotografando Povos Tradicionais

Populações Tradicionais de apanhadores de flores Sempre Vivas situadas na Serra do Espinhaço em Diamantina, Minas Gerais. Populações atingidas pela implantação do Parque Nacional das Sempre Vivas, Parques Estaduais e Unidades de Conservação. Comunidade Galheiros, composta por apanhadores de flores sempre vivas que realizam a comercialização de produtos artesanais feitos com flores nativas. A atividade é a principal fonte de renda da comunidade. apanhadora de flores Maria Cleuza Borges Lopes (Branca) colhendo no campo Joana Carneiro. Foto: Valda Nogueira

Foto: Valda Nogueira

O carioca João Roberto Ripper, renomado fotógrafo documental, está na estrada fazendo o que mais gosta, fotografando pequenos povoados no interior do país. Durante três meses ele percorrerá quase dez mil quilômetros de carro entre os estados de Minas Gerais e Maranhão documentando o cotidiano de populações que habitam florestas e beira de rios. Onze comunidades, onde vivem quilombolas, ribeirinhos, geraizeiros e colhedores de flores, foram selecionadas. Todas elas, compartilham um sentimento comum, a ambição pelo reconhecimento territorial e identitário. “Eu vou dar continuidade a um trabalho que venho fazendo há muitos anos. A proposta é focar no norte de Minas e em Alcântara, no Maranhão, mas indiretamente outras populações pobres do Brasil, com uma rica diversidade cultural, beneficiam-se, pois este é um projeto que atinge a solidariedade humana” afirma Ripper, que, nesta jornada, está acompanhado das fotógrafas Ana Mendes e Valda Nogueira. O projeto, intitulado Fotografando Povos Tradicionais está entre os contemplados pelo Prêmio Marc Ferrez de Fotografia, da Funarte. As primeiras imagens já podem ser vistas pelo público no blog e funpage criados exclusivamente para acompanhar o deslocamento de Ripper. (http://fotografandopovostradicionais.blogspot.com.br/ e https://www.facebook.com/pages/Fotografando-povos-tradicionais-um-projeto-de-JR-Ripper)

 

Breve biografia

Aos 61 anos, João Roberto Ripper ocupa lugar de destaque entre os ícones da fotografia documental humanitária no Brasil e no mundo. Nos anos 90 trabalhou ao lado do Ministério Público e da Organização Internacional do Trabalho (OIT) denunciando focos de trabalho escravo em minas de carvão no interior do país e fotografou durante duas décadas a triste saga dos índios Guarani Kaiowá em busca de direitos básicos, como terra, saúde e alimentação. Hoje, Ripper é visto como orquestrador de um novo olhar sob as favelas cariocas. Isto porque ele é um dos fundadores da Escola de Fotógrafos Populares que forma profissionais, prioritariamente moradores das comunidades que compõem o Complexo da Maré, na área da fotografia e jornalismo. Nos últimos anos ele tem percorrido o Brasil e o mundo ministrando uma oficina intitulada Bem querer onde ensina os princípios da comunicação popular e fala sobre o método de trabalho que criou, a fotografia compartilhada, onde as pessoas fotografadas ajudam a editar o material final – podendo inclusive excluir fotografias dos arquivos brutos. J.R Ripper tem dois livros lançados, o primeiro chama-se Imagens Humanas e o segundo Retrato Escravo, ambos podem ser folheados no site oficial do fotógrafo.

Confiram algumas imagens da documentação de Ana Mendes, JR Ripper e Valda Nogueira para o projeto Fotografando Povos Tradicionais:

Por: admin, em 17/03/2015


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